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A World Liberty Financial, iniciativa de criptomoedas apoiada pelo ex-presidente Donald Trump e membros de sua família, anunciou nessa terça-feira (25) o lançamento de uma nova stablecoin chamada USD1, que será lastreada em títulos do Tesouro dos Estados Unidos de curto prazo, depósitos em dólares e outros ativos considerados equivalentes de caixa.
Segundo a empresa, o token será emitido nas blockchains da Ethereum e da Binance, esta última uma das principais exchanges do mercado cripto e que tem buscado estreitar laços com o entorno de Trump. De acordo com o The Wall Street Journal, representantes da família do ex-presidente já chegaram a negociar uma participação financeira no braço americano da Binance.
Com essa nova iniciativa, a família Trump avança ainda mais no universo das criptomoedas. O próprio Trump já declarou que, em uma eventual nova gestão, pretende transformar os Estados Unidos na "superpotência indiscutível do bitcoin e capital mundial das criptomoedas". A estratégia amplia o envolvimento da família em ativos digitais, após o lançamento, no início do ano, de moedas meme por Trump e a ex-primeira-dama Melania.
O projeto World Liberty foi lançado em outubro do ano passado e já afirma ter captado US$ 550 milhões com mais de 85 mil investidores, tanto americanos quanto estrangeiros. O principal investidor é Justin Sun, fundador da blockchain Tron. A captação foi feita por meio da venda do token WLFI, vinculado à proposta da empresa.
De acordo com a World Liberty, as reservas que lastreiam o USD1 serão custodiadas pela BitGo, empresa especializada em segurança de ativos digitais, que também atuará como corretora para facilitar as negociações do novo token. Uma auditoria independente e recorrente será conduzida por uma empresa contábil ainda não divulgada.
Stablecoins são ativos digitais criados para manter paridade com moedas fiduciárias, como o dólar americano, e costumam ser utilizados como meio de troca, reserva de valor ou ponte entre diferentes ativos no mercado cripto. A stablecoin mais conhecida é o Tether (USDT), amplamente usada por investidores e também citada em investigações envolvendo crimes financeiros, como lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e tráfico de drogas.
Com o lançamento do USD1, o ecossistema cripto ganha mais um player de peso e passa a contar com um projeto diretamente vinculado a uma figura política de destaque — o que pode impulsionar debates sobre regulação, segurança e o papel das criptomoedas na economia global.