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O indicador avançou 0,66%, ficando bem acima das projeções dos analistas, que previam uma alta de apenas 0,22%
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma antecipação do resultado oficial do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou um crescimento acima do esperado em janeiro de 2025, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (17). O indicador avançou 0,66%, ficando bem acima das projeções dos analistas, que previam uma alta de apenas 0,22%.
Para Alex Agostini, economista sênior da Austin Rating, o resultado veio como surpresa positiva, indicando que a economia brasileira permanece aquecida. Segundo ele, esse dado reforça a necessidade de o Banco Central elevar a taxa básica de juros (Selic) para controlar a inflação, podendo chegar ao patamar de 16%, algo que não ocorria desde 2008.
Agostini destacou que o governo federal vem estimulando o consumo por meio da ampliação do crédito consignado e outras linhas de crédito, contribuindo para manter o nível elevado da atividade econômica. Para ele, essa estratégia aumenta a pressão inflacionária, o que pode gerar conflitos entre a política econômica do governo e a estratégia monetária do Banco Central.
O economista também alertou para o risco de a inflação se tornar um problema estrutural caso não sejam adotadas medidas eficazes para combatê-la. A inflação, de acordo com ele, tem impacto direto sobre a capacidade financeira das famílias, pressionando o orçamento das pessoas.
Juliana Agostini, economista consultada, também avaliou o dado do IBC-Br como surpreendente, destacando que a base de comparação mais fraca de dezembro, quando houve retração econômica, ajudou a impulsionar o resultado de janeiro. Além disso, ela ressaltou que janeiro é tradicionalmente um mês de atividade econômica mais intensa devido ao aumento de arrecadação tributária.
Apesar da alta do IBC-Br, o IBGE havia informado anteriormente que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 3,4% em relação ao ano anterior, totalizando cerca de R$ 11,7 trilhões. Esse desempenho representou o melhor resultado anual desde 2021. O crescimento do PIB, no entanto, ficou abaixo dos 3,66% indicados pelo IBC-Br no mesmo período, refletindo pequenas diferenças metodológicas entre os dois indicadores.