Criação de empregos nos Estados Unidos em fevereiro deve ter crescimento
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Mesmo com as demissões no Governo Federal, analistas acreditam que o impacto foi atenuado e o mercado de trabalho seguiu aquecido

A economia dos Estados Unidos deve apresentar um crescimento robusto na criação de empregos em fevereiro, apesar das recentes demissões no governo federal promovidas pelo Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado por Elon Musk e supervisionado pelo presidente Donald Trump. De acordo com analistas do Bank of America (BofA), o impacto dessas demissões foi atenuado, e o mercado de trabalho seguiu aquecido.

Em uma nota enviada aos clientes na última terça-feira, os economistas liderados por Shruti Mishra projetaram que o relatório de folhas de pagamento não agrícolas mostrará a criação de 185 mil novos empregos em fevereiro, um número superior aos 143 mil registrados em janeiro. As projeções do Investing.com apontam para um número um pouco mais modesto, de 159 mil novas vagas.

Apesar do crescimento, os analistas do BofA indicam que o ritmo de contratações no setor público pode ser ligeiramente inferior à média mensal de 25 mil empregos, em razão de um congelamento de novas admissões no governo federal, especialmente em Washington, D.C.

O Departamento de Eficiência Governamental, conhecido como DOGE, tem implementado cortes agressivos na máquina pública, sob o argumento de reduzir gastos excessivos. A iniciativa, impulsionada por Musk e apoiada por Trump, encontrou resistência nos estados governados por democratas e em grupos jurídicos progressistas, que questionam a constitucionalidade das demissões em massa. Segundo a Reuters, aproximadamente 100 mil trabalhadores aceitaram pacotes de desligamento voluntário ou foram demitidos, em um universo total de cerca de 2,3 milhões de servidores federais.

No entanto, apesar desse movimento de enxugamento do governo, os dados de auxílio-desemprego divulgados recentemente sugerem que o impacto sobre o mercado de trabalho ainda não foi significativo. Os pedidos federais de auxílio-desemprego na semana encerrada em 15 de fevereiro apresentaram apenas um leve aumento, e as solicitações em Washington, D.C., Maryland e Virgínia — regiões com alta concentração de funcionários públicos — foram perceptíveis, mas não alarmantes.

 

Diante desse cenário, os analistas do BofA afirmam que as demissões federais provavelmente não representarão um obstáculo expressivo para os dados de fevereiro. No entanto, eles alertam que a tendência pode se intensificar em março, quando os efeitos das dispensas no setor público devem ser mais evidentes nos indicadores de emprego.

redacao
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