Isenção do IR até R$ 5 mil terá custo anual de R$ 27 bilhões
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Atualmente, a faixa de isenção do IRPF está em R$ 2.824, valor inferior a dois salários mínimos. Com a ampliação para R$ 5 mil, cerca de 32% dos trabalhadores deixarão de pagar o tributo

O governo estima que a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês terá um custo anual de R$ 27 bilhões aos cofres públicos. O valor é R$ 5 bilhões menor do que a previsão inicial de R$ 32 bilhões, devido ao recálculo realizado após o reajuste do salário mínimo previsto no Orçamento de 2025, que ainda aguarda aprovação no Congresso. Caso a medida seja aprovada, a isenção começará a valer apenas em 2026.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se nesta segunda-feira (17) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir os últimos detalhes da reforma do Imposto de Renda. Nesta terça-feira (18), Lula se encontrará com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, para apresentar o texto. A proposta pode ser divulgada ainda nesta terça ou, no mais tardar, na quarta-feira (19), antes da viagem do presidente para Sorocaba (SP).

Duas mudanças foram feitas na proposta a pedido de Lula. A primeira é manter as deduções do Imposto de Renda, descartando o fim da isenção para pessoas com doenças graves que ganham mais de R$ 20 mil por mês. A segunda é a inclusão de ajustes no Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), mas sem detalhes sobre as mudanças para empresas.

Atualmente, a faixa de isenção do IRPF está em R$ 2.824, valor inferior a dois salários mínimos. Com a ampliação para R$ 5 mil, cerca de 32% dos trabalhadores deixarão de pagar o tributo, representando um alívio significativo para a classe média. No entanto, a proposta ainda depende da aprovação do Orçamento de 2025 e do aval do Congresso para entrar em vigor.

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