Liberação de R$ 12 bilhões do FGTS pode pressionar inflação, alertam economistas
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Além da mudnaça no FGTS, governo lança novos estímulos, como o Pé-de-Meia e crédito consignado, elevando o consumo e desafiando o controle da inflação.

A medida provisória que flexibiliza o saque-aniversário do FGTS, liberando R$ 12 bilhões para até 10 milhões de brasileiros, deve ser assinada pelo presidente Lula nesta quarta-feira (26). Embora o valor injetado na economia seja expressivo, especialistas alertam para seus impactos em um cenário de inflação já pressionada. A preocupação não está apenas no montante liberado, mas na sequência de estímulos adotados pelo governo, que pode dificultar a queda dos juros e aumentar o risco fiscal.

Além da mudança no FGTS, o governo anunciou o programa Pé-de-Meia para estudantes e planeja lançar uma nova linha de crédito consignado para trabalhadores do setor privado. Para economistas, essas medidas podem intensificar o consumo em um momento inoportuno, quando o Banco Central busca controlar a inflação. Em fevereiro, o IPCA-15 subiu 1,23%, registrando a maior alta desde 2016, enquanto a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,96%, acima da meta do BC.

A expectativa de mais estímulos pode adiar cortes na taxa Selic, atualmente em 13,25%, dificultando a recuperação econômica e agravando o endividamento das famílias. Apesar de muitos usarem os recursos do FGTS para quitar dívidas, especialistas alertam que a soma dessas políticas pode gerar um efeito inflacionário maior, tornando 2026 um ano ainda mais desafiador para a economia.

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