A Dívida Pública Federal encerrou outubro em R$ 8,253 trilhões, movimento que representa alta de 1,62% em relação ao mês anterior e mantém o indicador dentro da faixa prevista pelo Plano Anual de Financiamento, que estipula intervalo entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões para o ano. Os dados constam no relatório mensal divulgado pelo Tesouro Nacional.
O avanço do estoque refletiu emissões superiores aos resgates no período. As ofertas somaram R$ 162,75 bilhões, enquanto os vencimentos totalizaram R$ 121,37 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 41,38 bilhões. Desse montante, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna contribuiu com R$ 42,73 bilhões, ao passo que a dívida externa registrou resgate líquido de R$ 1,36 bilhão. Com isso, a DPMFi atingiu R$ 7,948 trilhões, enquanto o estoque externo fechou em R$ 305,06 bilhões.
A composição da dívida mostrou avanços nos títulos pós-fixados, que passaram de 47,47% para 48,19% e se aproximam da faixa projetada para 2025, entre 48% e 52%. Os papéis prefixados recuaram para 21,44%, dentro do intervalo previsto de 19% a 23%, enquanto os títulos indexados a índices de preços ficaram em 26,68%. A fatia atrelada ao câmbio manteve-se estável em 3,68%, alinhada às metas do PAF.
A participação de investidores estrangeiros no mercado doméstico subiu de 10,19% para 10,46%, alcançando R$ 831,37 bilhões. Fundos de investimento ampliaram ligeiramente sua fatia, enquanto entidades de previdência, seguradoras e instituições financeiras registraram ajustes marginais em suas participações.
O prazo médio da dívida mostrou leve recuo, passando de 4,16 anos para 4,14 anos. Pela metodologia internacional “Average Term to Maturity”, a vida média do estoque passou de 5,96 para 5,95 anos. Já o percentual de vencimentos concentrados nos 12 meses seguintes caiu de 18,63% para 17,75%.
Nos custos da dívida, houve estabilidade. O custo médio em 12 meses da DPF ficou em 11,90%, ligeiramente abaixo dos 12% observados em setembro. Na DPMFi, o indicador subiu para 12,45%. Nas emissões internas, o custo acumulado em 12 meses chegou a 13,82% ao ano, com variações pontuais entre os diferentes tipos de títulos oferecidos ao mercado.
O colchão de liquidez encerrou outubro em R$ 1,047 trilhão, suficiente para cobrir 8,81 meses de vencimentos. Apesar de elevado, o indicador ficou abaixo do registrado em setembro, quando o volume permitia cobrir 9,33 meses.










