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XP revê cenário, eleva projeções para Selic e dólar e acende alerta para o fim do ano

XP projeta queda gradual da Selic e dólar mais pressionado com risco fiscal

A XP revisou seu cenário econômico e passou a trabalhar com um ambiente de maior cautela, diante do que classifica como um ajuste fiscal insuficiente. Nesse contexto, a casa projeta um ciclo de flexibilização monetária gradual, manutenção de uma postura conservadora do Banco Central e uma taxa de câmbio mais pressionada do que nas estimativas anteriores.

Segundo a XP, a inflação vem apresentando desempenho melhor do que o esperado, influenciada pela valorização do real, pela desaceleração da atividade econômica, pelo barateamento de bens relevantes e pela queda dos preços de alimentos. Esse quadro permitiria o início de cortes graduais da Selic a partir de março, com cinco reduções consecutivas de 0,5 ponto percentual, levando a taxa a 12,5%, seguida de uma pausa no segundo semestre para avaliação.

Mesmo com os cortes, a taxa real de juros deve permanecer próxima de 8%, acima do nível considerado neutro, refletindo os riscos fiscais projetados para o próximo mandato presidencial. Diante desse cenário, a XP avalia que haverá limitação para reduções adicionais em 2027, com a Selic recuando apenas até 11% no próximo ano.

No câmbio, a casa elevou a projeção do dólar no fim deste ano de R$ 5,50 para R$ 5,60, citando incertezas fiscais e políticas internas como fatores de maior volatilidade. Para 2027, a expectativa é de manutenção de prêmio de risco elevado, com o dólar projetado em R$ 5,80.

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