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Homenagem a Lula no Carnaval leva disputa política ao TSE e reacende debate sobre uso eleitoral da cultura

Desfile da Acadêmicos de Niterói que retratou Lula é questionado no TSE por possível abuso de poder e reacende debate sobre limites entre cultura, recursos públicos e promoção eleitoral

O desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, que apresentou a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, extrapolou o campo cultural e passou a ser questionado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Partidos de oposição, como PL e Partido Novo, protocolaram representações que pedem apuração de possível abuso de poder político e econômico, com foco na origem de recursos e no uso de estruturas públicas e privadas ligadas ao governo.

Antes do Carnaval, o TSE rejeitou pedido de liminar para barrar o desfile, sob o argumento de evitar censura prévia, mas manteve o processo em andamento. A Corte avalia se a homenagem ultrapassou os limites da liberdade artística e configurou promoção eleitoral antecipada, hipótese vedada pela legislação. A relatoria está a cargo da ministra Estela Aranha, indicada ao tribunal em 2025.

A oposição defende uma apuração ampla, que inclui análise de repasses da Embratur, rastreamento de patrocínios privados, relações entre integrantes do governo e a escola de samba e o impacto midiático da exposição do presidente. Embora a escola tenha sido rebaixada após o Carnaval, o resultado artístico não interfere no curso do processo, que pode influenciar o ambiente institucional e eleitoral com vistas a 2026.

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