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Lucro da WEG cai 6,3% no quarto trimestre

Resultado da WEG fica abaixo dos R$ 1,68 bi projetados; lucro anual soma R$ 6,38 bi e ROIC recua a 32,5%

A WEG registrou lucro líquido de R$ 1,59 bilhão no quarto trimestre de 2025, resultado 6,3% inferior ao apurado no mesmo período do ano anterior e 3,8% abaixo do trimestre imediatamente anterior. O desempenho ficou abaixo da mediana das estimativas de mercado, que apontavam para R$ 1,68 bilhão, segundo consenso compilado pela Bloomberg.

No acumulado de 2025, a companhia reportou lucro líquido de R$ 6,38 bilhões, crescimento de 5,5% frente a 2024. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 2,29 bilhões entre outubro e dezembro, retração de 4% na comparação anual. A margem Ebitda alcançou 22,4%, avanço de 0,3 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2024.

A receita operacional líquida totalizou R$ 10,2 bilhões no período, queda de 5,3% ante um ano antes. Do total, R$ 3,88 bilhões foram gerados no mercado interno, enquanto R$ 6,35 bilhões tiveram origem no exterior. O retorno sobre o capital investido recuou 1,7 ponto percentual, para 32,5% no trimestre.

A companhia atribuiu a redução da receita principalmente à menor demanda por projetos de geração solar centralizada e à ausência de negócios de geração eólica no período. Também foi apontado o efeito da valorização do real sobre a conversão das receitas externas.

No mercado doméstico, a empresa destacou atividade industrial positiva, sustentada por projetos de ciclo longo e demanda por produtos de ciclo curto. No exterior, apesar do impacto cambial sobre a receita em reais, a companhia informou manutenção de entregas na área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia, com destaque para transmissão e distribuição na América do Norte, além de demanda por Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais em diferentes regiões.

Os resultados do trimestre refletem o cenário de variação cambial e ajustes na carteira de projetos de geração renovável, ao mesmo tempo em que evidenciam estabilidade nas margens operacionais. O desempenho anual mantém a trajetória de expansão do lucro, embora o quarto trimestre tenha sinalizado desaceleração pontual na comparação interanual.

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