Os dados mais recentes mostram que as remessas líquidas de lucros e dividendos para o exterior alcançaram US$ 5,251 bilhões em outubro, número superior ao registrado no mesmo mês de 2024. Para o próximo ano, o Banco Central projeta saída líquida de US$ 43 bilhões, estimativa divulgada no Relatório de Política Monetária. As remessas seguem representando parte relevante da conta de rendas primárias e influenciam diretamente o resultado das transações correntes.
O fluxo de investimentos estrangeiros em carteira apresentou resultado positivo no mês, somando US$ 2,976 bilhões. No mercado de renda fixa, houve entrada líquida de US$ 2,215 bilhões, com negociações domésticas registrando saldo favorável e operações externas contribuindo com desempenho negativo. Já o investimento estrangeiro via bolsa de valores resultou em ingresso de US$ 598 milhões, considerando aplicações tanto na B3 quanto na Bolsa de Nova York. O Banco Central espera ingresso líquido de US$ 5 bilhões em investimentos em carteira ao longo de 2025.
O Investimento Direto no País teve expansão significativa e foi suficiente para financiar o déficit das contas externas em outubro. A entrada líquida de recursos somou US$ 10,937 bilhões, bem acima do valor registrado em outubro de 2024. Nos 12 meses encerrados no mês de referência, o IDP acumulou US$ 80,081 bilhões, o equivalente a 3,63% do PIB, percentual superior ao observado no mesmo período do ano anterior. O BC projeta IDP de US$ 70 bilhões para 2025.
No campo das contas externas, o país registrou déficit menor em outubro na comparação com o mesmo mês de 2024. A diferença entre o que o Brasil recebeu e gastou em transações internacionais somou saldo negativo de US$ 5,121 bilhões. Em 2024, o déficit havia sido de US$ 7,387 bilhões. Em 12 meses, a conta corrente acumulou déficit de US$ 76,727 bilhões, equivalente a 3,48% do PIB estimado pela autoridade monetária.
As projeções do Banco Central indicam déficit de US$ 70 bilhões em conta corrente para 2025, número que reflete a expectativa de continuidade de pressões estruturais nas contas externas, embora acompanhado por fluxo relevante de investimento direto.










