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Dólar recua novamente, fecha a R$ 5,38 e reage a commodities metálicas e cenário na Venezuela

Commodities em alta e cenário geopolítico pressionam o dólar no Brasil

O dólar registrou nova queda nesta terça-feira (6), pressionado pela valorização das commodities metálicas e pelos desdobramentos da atuação dos Estados Unidos na Venezuela, em um dia de liquidez reduzida no mercado doméstico. A moeda norte-americana à vista encerrou a sessão cotada a R$ 5,38, com recuo de 0,47%.

O movimento ocorreu na contramão do cenário externo. No fim da tarde, o DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançava cerca de 0,30%, refletindo maior cautela dos investidores globais.

No mercado local, o real foi beneficiado pela alta das commodities, especialmente do minério de ferro, que fechou no maior nível em cinco meses, sustentado pela demanda da China. O avanço favorece países exportadores de matérias-primas, como o Brasil, e contribui para o fortalecimento da moeda brasileira.

Também influenciaram o câmbio os dados da balança comercial. O Brasil encerrou 2025 com superávit de US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior já registrado, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, resultado acima das estimativas oficiais. Para 2026, o governo projeta saldo positivo entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões, embora analistas apontem que importações elevadas e a queda nos preços do petróleo podem limitar esse avanço.

Durante a divulgação dos dados, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin afirmou que eventuais mudanças na oferta de petróleo venezuelano dependem de investimentos e não ocorrem no curto prazo, reiterando que as exportações brasileiras de petróleo devem crescer com a expansão do pré-sal. No exterior, investidores aguardam novos indicadores da economia norte-americana, incluindo o relatório de emprego dos EUA previsto para sexta-feira (9). (Com informações da Reuters)

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