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IPCA acelera em dezembro, mas inflação de 2025 fica dentro da meta do BC

Dados do IBGE mostram aceleração da inflação em dezembro, mas cumprimento da meta anual em 2025

A inflação oficial do Brasil registrou aceleração em dezembro, mas encerrou 2025 dentro do intervalo de tolerância da meta estabelecida pela autoridade monetária. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,33% no último mês do ano, após alta de 0,18% em novembro, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Com o resultado de dezembro, o IPCA acumulou alta de 4,26% em 2025. O índice permaneceu dentro da meta perseguida pelo Banco Central, fixada em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A variação acumulada em 12 meses até dezembro foi a menor desde 2018, quando a inflação fechou em 3,75%.

O desempenho ficou em linha com as expectativas do mercado. Projeções coletadas pelo Broadcast indicavam alta mensal de 0,33% e inflação anual próxima de 4,27% ao fim do ano, resultado muito próximo do observado.

Entre os grupos de preços, habitação teve papel relevante no comportamento do índice em 2025. O segmento passou de alta de 3,06% em 2024 para 6,79% no ano passado, exercendo o maior impacto individual no acumulado, de 1,02 ponto percentual, acima do registrado no ano anterior. Educação também apresentou variação expressiva, com alta de 6,22% e impacto de 0,37 ponto percentual.

Despesas pessoais avançaram 5,87%, contribuindo com 0,60 ponto percentual, enquanto saúde e cuidados pessoais subiram 5,59%, com impacto de 0,75 ponto percentual no índice anual. Já alimentação e bebidas, grupo de maior peso no IPCA, desacelerou de forma significativa na comparação entre os dois anos, passando de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025.

A desaceleração dos alimentos foi puxada principalmente pela alimentação no domicílio, cuja variação caiu de 8,23% no ano anterior para 1,43% em 2025. Outros grupos apresentaram resultados mais moderados no acumulado do ano, como artigos de residência, que registraram queda de 0,28%, vestuário, com alta de 4,99%, transportes, que avançaram 3,07%, e comunicação, com variação de 0,77%.

Entre os subitens que compõem o índice, a energia elétrica residencial teve a maior alta individual em 2025, com avanço de 12,31% e impacto de 0,48 ponto percentual. Também se destacaram cursos regulares, com alta de 6,54%, planos de saúde, que subiram 6,42%, aluguel residencial, com variação de 6,06%, e lanche, que avançou 11,35%.

Do lado das quedas, os principais recuos vieram de produtos alimentícios. O preço do arroz caiu 26,56% no acumulado do ano, com impacto negativo de 0,20 ponto percentual, enquanto o leite longa-vida recuou 12,87%, contribuindo com redução de 0,10 ponto percentual no índice.

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