O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que a liquidação do Banco Master pelo Banco Central foi conduzida de forma robusta e requer cautela máxima, diante da possibilidade de se tratar da maior fraude bancária da história do país. Segundo ele, o caso demanda rigor na observância das formalidades, em razão de sua dimensão e complexidade.
Haddad destacou que o tema é particularmente sensível porque instituições públicas como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil respondem por cerca de um terço da capitalização do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que será acionado para ressarcir os clientes do Banco Master.
Após o arrefecimento dos impasses institucionais entre o Banco Central e o Tribunal de Contas da União, formalizado em reunião recente, o ministro avaliou que houve convergência quanto à condução do caso. Para ele, o alinhamento entre os órgãos envolvidos deve permitir o avanço das apurações de forma adequada.
Na mesma entrevista, Haddad afirmou que o governo central encerrou 2025 com déficit primário estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), dentro da meta de resultado zero estabelecida para o ano, que admite margem de tolerância de até 0,25% do PIB. O cálculo, segundo o ministro, desconsidera despesas que ficaram fora da contabilidade fiscal por decisão judicial e ocorre em um contexto de juros elevados, influenciado pela condução da política monetária.
Caso sejam incluídos gastos com precatórios e indenizações a aposentados, o déficit deve alcançar 0,48% do PIB. Haddad afirmou que os dados oficiais do resultado fiscal de 2025 serão divulgados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central no fim de janeiro.
Ao comentar a trajetória da dívida pública, o ministro disse que a principal pressão sobre o indicador tem sido o nível elevado da taxa Selic no país, e não os resultados primários. Ele também afirmou que conversará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre sua eventual saída do comando da Fazenda quando o presidente considerar oportuno.









