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BC liquida Reag após investigações ligadas ao caso Banco Master

Decisão do BC aponta violações regulatórias e situação financeira comprometida da Reag

O Banco Central decretou nesta quinta-feira a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, instituição ligada ao empresário João Carlos Mansur. A medida ocorre no contexto das investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

As investigações buscam esclarecer a atuação de um grupo suspeito de utilizar instituições do sistema financeiro para movimentar recursos associados ao setor de combustíveis e a organizações criminosas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo os investigadores, essas estruturas teriam sido empregadas para ocultar e lavar dinheiro de origem ilícita.

De acordo com ranking de patrimônio líquido divulgado pela Anbima, a Reag figurava entre as maiores instituições do setor, ocupando a oitava posição, com cerca de R$ 325 bilhões em investimentos sob gestão.

João Carlos Mansur foi um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta semana. O inquérito tem como foco principal irregularidades relacionadas ao Banco Master, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em novembro do ano passado.

A decisão que determinou a liquidação da Reag foi formalizada por ato assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. No documento, a autoridade monetária aponta o comprometimento da situação econômico-financeira da instituição e a constatação de violações relevantes às normas que regem o funcionamento das entidades integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

Em nota, o Banco Central informou que a medida foi motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional”. A autarquia também destacou que continuará adotando as providências cabíveis para apurar responsabilidades, o que pode resultar em sanções administrativas e no encaminhamento de informações a outras autoridades.

Para conduzir o processo de liquidação, o Banco Central nomeou Antonio Pereira de Souza, da APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda., como liquidante. Ele terá poderes amplos para administrar o encerramento das atividades da instituição. Conforme previsto na legislação, os bens dos controladores e ex-administradores ficam indisponíveis durante o período de liquidação, com o objetivo de preservar recursos para eventual ressarcimento de credores.

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