O Banco Master registrou um aumento significativo nas despesas com serviços técnicos especializados e consultoria jurídica ao longo de 2024, de acordo com informações divulgadas no balanço financeiro da instituição. No período, os gastos somaram R$ 580 milhões, valor cerca de 75% superior ao registrado no ano anterior.
O crescimento dessas despesas ocorreu em um momento de intensificação das investigações administrativas e judiciais envolvendo o banco, além do acompanhamento mais rigoroso por parte dos órgãos reguladores. A elevação dos custos antecedeu a liquidação extrajudicial da instituição, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.
Fontes com conhecimento das operações internas afirmam que, ao longo de 2024, o banco ampliou a contratação de escritórios de advocacia e profissionais especializados para atuar em processos administrativos, ações judiciais e estratégias de defesa relacionadas aos questionamentos sobre suas operações financeiras.
Segundo essas pessoas, a ampliação da estrutura jurídica ocorreu à medida que cresciam os riscos regulatórios e a possibilidade de desdobramentos criminais. As contratações teriam envolvido diferentes frentes de atuação, incluindo processos em instâncias superiores e interlocução com órgãos de controle.
As investigações conduzidas pela Polícia Federal devem examinar os contratos firmados pelo banco nesse período, com foco na identificação dos serviços prestados e dos profissionais envolvidos. De acordo com relatos, a apuração pode alcançar outros advogados além dos nomes já tornados públicos, incluindo profissionais com vínculos familiares com integrantes do Judiciário sediado em Brasília.
O aumento das despesas jurídicas aparece como um dos elementos relevantes do período final de funcionamento do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, e integra o conjunto de informações analisadas pelas autoridades no contexto das investigações sobre a atuação da instituição antes da intervenção do Banco Central.










