O C6 Bank realizou sua primeira emissão pública de letras financeiras e levantou R$ 700 milhões em uma operação estruturada em duas séries. A oferta registrou demanda total de R$ 2 bilhões, volume quatro vezes superior ao montante inicialmente disponibilizado aos investidores, segundo informações divulgadas pela instituição. Os recursos captados serão destinados ao suporte da expansão das atividades do banco.
Na tranche com prazo de dois anos, foram captados R$ 450 milhões em papéis remunerados pelo CDI acrescido de 0,95% ao ano. Já a segunda série, com vencimento em 36 meses, somou R$ 250 milhões e remuneração equivalente ao CDI mais 1,15% ao ano. A definição das taxas ocorreu por meio de processo de bookbuilding, no qual a instituição avalia o interesse dos investidores para estabelecer o custo final da captação.
As letras financeiras vêm sendo utilizadas por instituições financeiras brasileiras como alternativa de captação de médio e longo prazos. Diferentemente de instrumentos como o CDB, esses títulos não contam com liquidez diária e possuem prazos mais longos, o que contribui para maior previsibilidade na estrutura de funding das instituições emissoras.
A operação faz parte de uma estratégia de diversificação das fontes de financiamento do banco, que busca ampliar o acesso a diferentes perfis de investidores institucionais. Segundo o diretor financeiro do C6, Philippe Katz, a captação permitiu reduzir o custo médio de funding em condições compatíveis com o planejamento financeiro da instituição.
O banco digital tem como sócio o JPMorgan e encerrou o ano passado com lucro líquido de R$ 2,5 bilhões e retorno sobre o patrimônio líquido de 45%. Em declarações anteriores, o presidente-executivo Marcelo Kalim afirmou que a instituição pretende manter a política de crédito com foco em operações garantidas e melhorar gradualmente os resultados nominais nos próximos exercícios.










