PIB da Argentina registra crescimento de 1,4% no 4T24
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Na comparação anual, a economia argentina cresceu 2,1% no último trimestre de 2024

O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou um crescimento de 1,4% no quarto trimestre de 2024 em comparação com o terceiro trimestre, quando o país saiu oficialmente da recessão ao apresentar uma expansão de 3,9%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

Na comparação anual, a economia argentina cresceu 2,1% no último trimestre de 2024 em relação ao mesmo período de 2023. No entanto, apesar do avanço nos últimos meses do ano, o PIB acumulou uma contração de 1,7% ao longo de 2024.

Segundo o Indec, essa retração foi impulsionada por quedas no consumo privado (-4,2%), no consumo público (-3,2%) e na formação bruta de capital fixo (-17,4%). Em contrapartida, as exportações se destacaram, registrando um crescimento expressivo de 23,2% em relação ao ano anterior.

Os principais motores do crescimento econômico no quarto trimestre foram o aumento das exportações (+7,7%), a recuperação do consumo privado (+3,2%), o crescimento do consumo público (+0,8%) e a expansão da formação bruta de capital fixo (+11,3%).

Entretanto, alguns setores continuaram em queda na comparação anual, refletindo os desafios enfrentados pela economia argentina. O setor de construção teve a maior contração, com uma redução de 17,7%, seguido pela indústria de transformação (-9,2%) e pelo comércio atacadista, varejista e reparações (-7,3%).

Por outro lado, alguns segmentos apresentaram crescimento expressivo. A agricultura, pecuária, caça e silvicultura avançou 31,3% na comparação anual, impulsionada por uma safra robusta. O setor de extração de minas e pedreiras também mostrou um desempenho positivo, com alta de 7,4%.

 

Os dados indicam que, embora a economia argentina tenha encerrado 2024 com sinais de recuperação, ainda há desafios significativos, especialmente no setor industrial e na construção civil. O desempenho do consumo e dos investimentos nos próximos meses será determinante para a trajetória econômica do país em 2025.

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