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A Nvidia divulgou um resultado sólido no último trimestre fiscal, com receita de US$ 39,2 bilhões, um aumento de 78% em relação ao ano anterior e de 12% sobre o trimestre anterior. O lucro por ação ficou em US$ 0,89, superando a previsão de US$ 0,84. Além disso, a empresa prevê US$ 43 bilhões em receita no primeiro trimestre fiscal de 2025, acima da estimativa de US$ 42,3 bilhões dos analistas. Apesar disso, a reação do mercado foi negativa, com as ações caindo 3%, refletindo preocupações sobre pressões de margem e incertezas tarifárias.
A recepção morna dos investidores se deve ao fato de que a Nvidia vinha consistentemente superando as previsões em mais de 10% nos últimos trimestres, elevando a expectativa do mercado. Embora a nova geração de chips Blackwell tenha apresentado forte demanda, a margem de superação dos resultados desta vez foi a menor desde 2023, gerando dúvidas sobre o ritmo de crescimento da companhia no setor de inteligência artificial.
Outro fator que pesou foi a concorrência da tecnologia chinesa DeepSeek, vista como uma alternativa ao ChatGPT, desenvolvida a uma fração do custo. Em resposta, o CEO Jensen Huang minimizou o impacto, destacando que o DeepSeek pode, na verdade, impulsionar a demanda pelos chips da Nvidia, já que sua abordagem exige muito mais poder computacional para ajustes contínuos.
Apesar da queda acumulada de 12% no ano, Huang mantém um tom otimista e projeta um crescimento robusto para 2025. O desafio da empresa agora será equilibrar custos, demanda e inovações para sustentar seu domínio no setor de inteligência artificial e semicondutores.