Avaliações internas no Supremo Tribunal Federal indicam a possibilidade de discussão sobre a liquidação do Banco Master, sem expectativa de decisão imediata. Segundo relatos reservados, integrantes da Corte consideram que o tema pode ser tratado de forma gradual, diante do ambiente institucional e da repercussão pública do caso.
No mesmo contexto, ministros mencionam a expectativa de que novas informações relacionadas às apurações venham a público, o que poderia ampliar a exposição do tribunal a questionamentos. O cenário também é acompanhado pelo Banco Central, que avalia eventuais efeitos de uma eventual reversão da liquidação.
Conforme informações divulgadas anteriormente, técnicos do Banco Central identificaram operações envolvendo créditos considerados de difícil recuperação, totalizando R$ 12,2 bilhões, revendidos ao Banco de Brasília. Em caso de mudança no entendimento sobre a liquidação, há preocupação com possíveis repercussões para os responsáveis pelas análises técnicas.
Integrantes do STF relatam que a atuação da imprensa tem influência no ritmo das decisões e no ambiente institucional. Também são citadas, nos bastidores, discussões sobre a condução das investigações, que incluem a tramitação do caso no Supremo, a decretação de sigilo elevado e a previsão inicial de acareação antes da conclusão de todos os depoimentos.
Posteriormente, houve autorização para que a Polícia Federal realizasse os interrogatórios antes da avaliação sobre a necessidade de acareação no mesmo dia. As medidas ocorreram durante o período de recesso do Judiciário, o que é apontado como um elemento fora do padrão habitual de funcionamento da Corte.
Outros aspectos relacionados ao caso também foram mencionados em discussões internas, como a participação de advogados envolvidos em deslocamentos coincidentes com o relator e a existência de contratos privados entre o banco e familiares de ministros do Supremo. Esses pontos passaram a integrar o debate sobre a condução e a imparcialidade institucional do processo.
Historicamente, durante o recesso, a presidência do STF atua em situações consideradas urgentes. Nos últimos anos, no entanto, ministros passaram a despachar em regime de plantão nos processos sob sua relatoria, prática adotada por integrantes da Corte no caso em questão.
Há, por outro lado, ministros que consideram a acareação um instrumento válido para esclarecer versões apresentadas por representantes do Banco Central, do Banco de Brasília e do Banco Master. Segundo avaliações reservadas, embora incomum durante o recesso, o procedimento não seria incompatível com as normas processuais vigentes.









