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Demanda por metais estratégicos fortalece visão positiva para ações da Vale, avalia analista

Produção elevada de minério e diversificação em metais estratégicos sustentam perspectiva positiva para a Vale no longo prazo

Os fundamentos do minério de ferro atravessam um momento mais favorável, sustentados principalmente pelas expectativas de estímulos monetários na China, fator que tem contribuído para dar suporte aos preços da commodity. Apesar desse cenário positivo, a avaliação dos investidores sobre a Vale vem se ampliando para além do desempenho do minério de ferro, com maior atenção à diversificação de negócios e à estratégia de longo prazo da companhia.

Segundo o analista de renda variável da InvestSmart XP, Bruno Boccato, a Vale mantém um nível elevado de produção de minério de ferro, estimado em cerca de 335 milhões de toneladas em 2025, com projeção de avanço para aproximadamente 360 milhões de toneladas em 2030. No entanto, cresce a percepção de uma empresa mais equilibrada, com foco em eficiência operacional, estabilidade financeira, forte geração de caixa e expansão em outros segmentos minerais.

De acordo com Boccato, um dos principais vetores dessa mudança de percepção está relacionado ao avanço da inteligência artificial e à transição energética, movimentos que vêm impulsionando de forma estrutural a demanda por metais considerados estratégicos. Nesse contexto, o níquel e o cobre ganharam protagonismo, por serem insumos essenciais para processos de eletrificação, fabricação de baterias, data centers e veículos elétricos.

A Vale projeta uma expansão consistente da produção desses minérios ao longo da próxima década, alinhada à estratégia de reduzir a dependência do minério de ferro e ampliar a exposição a mercados com maior potencial de crescimento estrutural. A companhia tem reforçado esse posicionamento por meio de novos projetos e parcerias estratégicas.

Entre os movimentos recentes, o analista destaca o acordo firmado com a Glencore no início de dezembro, que prevê a avaliação conjunta de um potencial projeto de desenvolvimento de cobre na Bacia de Sudbury. A iniciativa é vista como parte do esforço da Vale para fortalecer sua atuação em metais ligados à transição energética.

Para Bruno Boccato, esse conjunto de fatores contribui para consolidar a percepção de que a Vale está bem posicionada para capturar tendências estruturais associadas à tecnologia e à descarbonização da economia. Essa estratégia, segundo ele, sustenta uma visão construtiva para as ações da companhia no horizonte de longo prazo.

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