O dólar à vista encerrou esta quarta-feira (4) praticamente estável, a R$ 5,2495 (-0,01%), em um dia marcado por sinais mistos do cenário externo e atenção ao ambiente político doméstico. O movimento destoou do exterior, onde o índice DXY avançou 0,20%, refletindo a força global da moeda norte-americana frente a outras divisas.
Nos Estados Unidos, dados fracos do mercado de trabalho privado ajudaram a limitar a valorização do dólar. Segundo a ADP, foram criadas apenas 22 mil vagas em janeiro, bem abaixo das expectativas, enquanto o setor de serviços medido pelo ISM manteve expansão, mas com pressão nos custos, o que reacendeu alertas inflacionários. Também entraram no radar declarações do presidente Donald Trump após conversa com Xi Jinping, além de comentários sobre Irã e geopolítica, que elevaram a cautela nos mercados.
No Brasil, o câmbio foi influenciado pelo noticiário político e pelo fluxo externo. Pesquisa eleitoral indicou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno em 2026, enquanto dados do Banco Central mostraram fluxo cambial positivo de US$ 5,086 bilhões em janeiro, impulsionado sobretudo pela entrada de recursos na bolsa. O conjunto de fatores ajudou a conter oscilações mais fortes do real ao longo do pregão.








