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BTG lidera ranking da FGV entre plataformas de investimento

Estudo do Centro de Estudos em Finanças da FGV analisa desempenho e experiência do investidor

A avaliação da experiência do investidor passou a ocupar papel central na disputa entre bancos e plataformas de investimento em um mercado marcado pela padronização crescente de produtos financeiros. Em um cenário em que a diferenciação por ativos se tornou limitada, fatores como atendimento, eficiência operacional, privacidade e qualidade do aconselhamento passaram a influenciar de forma decisiva a escolha dos clientes.

Foi a partir dessa lógica que o Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV) desenvolveu o índice Melhor Banco para Você Investir, conhecido como MBPI. O estudo busca medir não apenas desempenho financeiro, mas também a percepção dos investidores sobre os serviços oferecidos pelas instituições.

A metodologia combina duas frentes de análise. De um lado, são avaliados cerca de 700 fundos de investimento para mensurar resultados financeiros das instituições. De outro, uma pesquisa conduzida pela Toluna Insights reúne a opinião de centenas de investidores, a partir de 36 perguntas distribuídas em nove dimensões relacionadas à experiência do cliente, como atendimento, eficiência, privacidade e aconselhamento.

No levantamento referente a 2025, o BTG Pactual ficou na primeira colocação entre as plataformas de investimento analisadas. A instituição liderou a classificação geral e obteve destaque específico em dimensões ligadas à realização do investidor, proteção de dados e qualidade do aconselhamento financeiro.

O resultado marca o segundo ano consecutivo em que o BTG aparece no topo do ranking. A trajetória está associada a uma estratégia iniciada ainda na década passada, quando o banco passou a direcionar investimentos relevantes para infraestrutura tecnológica, sistemas de distribuição e ampliação da oferta de produtos voltados ao investidor pessoa física.

Segundo o estudo, a consolidação da plataforma de varejo foi um dos pilares para a expansão do modelo de negócios da instituição. Entre as iniciativas adotadas está a oferta de um fundo de mercado monetário com liquidez diária e taxa de administração zero, utilizado como instrumento de entrada para clientes que mantêm relacionamento com o banco por meio de outros produtos.

Além do varejo, o MBPI também identificou avanço do BTG no segmento de alta renda, faixa que concentra uma das maiores taxas de crescimento do mercado financeiro brasileiro. Esse público reúne investidores com patrimônio relevante, que demandam soluções mais complexas, como planejamento patrimonial, estruturação sucessória e acesso a investimentos internacionais, mas que ainda não se enquadram no perfil tradicional de private banking.

De acordo com a FGV, a competição nesse segmento tem se intensificado à medida que cresce o número de investidores com maior capacidade financeira. O desempenho do BTG no ranking reflete a combinação entre assessoria especializada, estruturas dedicadas de wealth management e plataformas digitais voltadas à eficiência, sem padronizar o atendimento.

Em comentário incluído no estudo, Marcelo Flora, sócio responsável pelas áreas de Plataformas Digitais e Personal Banking da instituição, afirmou que o reconhecimento reflete uma estratégia baseada na integração entre tecnologia e suporte humano especializado, com foco em governança, gestão de risco e execução consistente à medida que a base de clientes se expande.

O levantamento da FGV indica que, em um ambiente de competição crescente, a experiência do investidor tende a ganhar peso equivalente ou superior ao desempenho financeiro na avaliação das plataformas, reforçando a mudança estrutural na forma como bancos e investidores se relacionam.

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