A Raízen reportou prejuízo líquido de R$ 15,65 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/2026, ampliando de forma significativa a perda registrada no mesmo período da safra anterior, quando o resultado negativo havia sido de R$ 2,57 bilhões. O desempenho foi influenciado por um impacto contábil relevante, relacionado à constituição de provisão para não realização de determinados ativos.
De acordo com a companhia, o efeito, estimado em R$ 11,1 bilhões e sem impacto no caixa, decorreu da necessidade de aplicação de procedimentos contábeis após a deterioração do perfil de crédito da empresa, evidenciada pelo rebaixamento de seus ratings por agências nacionais e internacionais. Desconsiderando esse fator classificado como não recorrente, o prejuízo ajustado do trimestre teria somado R$ 4,5 bilhões.
O Ebitda do período foi negativo em R$ 4,4 bilhões, revertendo o resultado positivo de R$ 2,55 bilhões apurado no terceiro trimestre da safra 2024/2025. A receita líquida alcançou R$ 60,4 bilhões, recuo de 9,7% na comparação anual, diante de um ambiente macroeconômico considerado adverso pela companhia, com efeitos sobre a produtividade agrícola e sobre os preços do açúcar e do etanol.
A dívida líquida avançou de R$ 38,6 bilhões para R$ 55,3 bilhões no intervalo de um ano, enquanto a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, passou de 3 vezes para 5,3 vezes. No comunicado ao mercado, a Raízen informou que contratou assessores financeiros e jurídicos para avaliar alternativas estruturais destinadas a preservar a viabilidade e a competitividade da companhia no longo prazo, além de intensificar a interlocução com investidores.









