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Qual é a meta de inflação atual no Brasil e como funciona o sistema

Entenda qual é a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional, como funciona o sistema de metas e sua relação com a taxa Selic

A meta de inflação no Brasil é definida anualmente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e serve como referência para a condução da política monetária. O objetivo é manter a variação dos preços dentro de um intervalo considerado adequado para garantir estabilidade econômica.

Atualmente, a meta central de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pode variar entre 1,5% e 4,5% ao ano sem que a meta seja considerada descumprida.

O Banco Central utiliza a taxa Selic como principal instrumento para buscar o cumprimento dessa meta. Quando as expectativas de inflação se afastam do objetivo definido, o Comitê de Política Monetária (Copom) pode ajustar os juros para tentar conter pressões inflacionárias ou estimular a atividade econômica.

O sistema de metas de inflação foi adotado no Brasil em 1999 e estabelece que o Banco Central deve atuar de forma preventiva para manter a inflação sob controle. Caso o IPCA ultrapasse o limite superior ou fique abaixo do limite inferior, o presidente da instituição precisa divulgar carta pública explicando as razões do descumprimento e as medidas adotadas.

A meta de inflação é acompanhada de perto pelo mercado financeiro, pois influencia decisões de investimento, crédito e consumo. Mudanças nas expectativas em relação à meta podem impactar diretamente o comportamento da taxa Selic e o ambiente econômico.

Compreender qual é a meta de inflação atual ajuda a interpretar decisões do Copom e a entender os movimentos de juros, inflação e crescimento no país.

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