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Nubank cai até 9,5% após lucro de US$ 894 mi

Carteira cresce 40% a US$ 32,7 bi e clientes chegam a 131 mi enquanto ROXO34 recua 7,34% na B3

As ações da Nubank registraram queda relevante após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, apesar do crescimento expressivo no lucro e na receita. Em Nova York, os papéis da holding Nu Holdings recuaram 9,55%, para US$ 15,06. Na B3, o BDR ROXO34 fechou em baixa de 7,34%, cotado a R$ 13,00.

A companhia reportou lucro líquido de US$ 894,8 milhões entre outubro e dezembro, avanço de 50% frente aos US$ 552,6 milhões registrados no mesmo período de 2024. A receita total cresceu 45% no trimestre, atingindo US$ 4,86 bilhões. O número de clientes chegou a 131 milhões nos mercados do Brasil, México e Colômbia, alta de 15% em base anual.

A carteira de crédito avançou 40% na comparação anual, para US$ 32,7 bilhões. A taxa de inadimplência acima de 90 dias ficou em 6,6%, queda de 0,1 ponto percentual. Segundo a administração, o resultado foi impulsionado pelo crescimento da base de clientes, aumento da receita por usuário ativo e estabilidade no custo de servir.

Apesar dos indicadores operacionais positivos, analistas apontaram pressão no custo de risco e nas despesas operacionais. Avaliações indicam que parte do lucro acima das expectativas decorreu de uma alíquota efetiva de imposto inferior à projetada, fator considerado não recorrente por parte do mercado.

Instituições como JPMorgan observaram que o lucro superou estimativas principalmente pelo efeito tributário, enquanto XP Investimentos destacou dependência de benefícios fiscais e aumento de despesas. Já o Citi ressaltou aceleração na receita e no crescimento da carteira, mas mencionou que custos e provisões influenciaram a leitura do trimestre.

O Itaú BBA avaliou que o desempenho operacional foi consistente, com ganho de escala e expansão das receitas, mantendo recomendação de compra para a ação negociada em Nova York, com preço-alvo de US$ 20 ao fim de 2026.

A empresa também informou que recebeu a primeira das três aprovações regulatórias necessárias para iniciar operações nos Estados Unidos. A administração avalia oportunidades específicas naquele mercado, considerado competitivo.

A reação negativa das ações indica ajuste de expectativas diante de custos crescentes e da qualidade do lucro reportado, mesmo com expansão relevante da base de clientes e da carteira de crédito. O desempenho futuro dependerá da capacidade de manter crescimento com controle de inadimplência e despesas em ambiente de maior concorrência e expansão internacional.

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