A B3 registrou lucro líquido de R$ 907,8 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, desconsiderados eventos não recorrentes e ajustado o benefício tributário decorrente da amortização de ágio, o resultado teria sido próximo de R$ 1,5 bilhão.
A receita total somou R$ 3 bilhões entre outubro e dezembro, avanço de 10,6% na comparação anual. As despesas atingiram R$ 922 milhões, aumento de 1,5% no período. A partir do segundo semestre de 2025, a empresa passou a reconhecer benefício fiscal relacionado às incorporações da Neoway e da Neurotech, que totalizou R$ 40,7 milhões no trimestre.
A renda fixa foi um dos principais vetores de crescimento. As emissões consolidadas de CRAs, CRIs, debêntures e outros títulos corporativos avançaram 16,8% no quarto trimestre, enquanto o estoque desses instrumentos cresceu 17,9%. A custódia de recursos aplicados no Tesouro Direto também impulsionou receitas, com aumento de 17,4% no número de investidores pessoa física e expansão de 39,9% no estoque investido.
No segmento de renda variável, o volume financeiro médio diário negociado no mercado à vista alcançou R$ 26,2 bilhões, alta de 2,3% em relação ao quarto trimestre de 2024. O desempenho foi sustentado pelo crescimento nas negociações de ETFs, que avançaram 14,3%, BDRs, com alta de 30,9%, e fundos listados, que cresceram 4,6%.
Os dados indicam diversificação crescente das fontes de receita da bolsa brasileira, com maior peso de produtos de renda fixa e expansão de alternativas de investimento disponíveis ao mercado. Apesar da retração do lucro líquido na comparação anual, a companhia registrou avanço nas receitas operacionais e ampliação do volume de negócios em diferentes segmentos.









