O comportamento da inflação é um dos principais fatores considerados na definição da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. Medido pelo IPCA, o índice de preços ao consumidor serve como referência central para a avaliação do cenário inflacionário e para as decisões de política monetária.
Quando a inflação apresenta aceleração persistente ou sinais de disseminação entre diferentes grupos de preços, a autoridade monetária tende a adotar uma postura mais cautelosa em relação aos juros. Já em períodos de desaceleração ou controle inflacionário, abre-se espaço para uma avaliação mais flexível da política monetária, ainda que outros fatores também sejam considerados.
Além da variação mensal, o Banco Central observa com atenção o IPCA acumulado em 12 meses e a composição do índice. A origem das pressões inflacionárias — se concentradas em itens sazonais ou espalhadas pela economia — influencia a leitura sobre a persistência do fenômeno.
A prévia mais recente da inflação é frequentemente utilizada como um sinal antecipado do comportamento dos preços, ajudando a calibrar expectativas antes da divulgação do índice oficial completo. Ainda assim, decisões sobre a Selic não se baseiam em um único dado, mas em um conjunto amplo de indicadores econômicos.
O acompanhamento contínuo do IPCA é essencial porque a taxa Selic influencia diretamente o crédito, o consumo, os investimentos e o custo da dívida pública. Por isso, movimentos na inflação tendem a repercutir rapidamente nas expectativas do mercado financeiro.









