Com a taxa Selic em 15% ao ano, a renda fixa voltou ao centro das decisões de investimento. Entre as opções mais procuradas estão o Tesouro Selic e o CDB atrelado ao CDI. A dúvida é comum: qual rende mais nesse cenário?
O Tesouro Selic é um título público federal cuja rentabilidade acompanha a taxa básica definida pelo Banco Central. Já o CDB é um título emitido por bancos e, na maioria dos casos, rende um percentual do CDI, que costuma acompanhar de perto a Selic.
Com a Selic em 15%, um Tesouro Selic tende a render próximo desse percentual ao ano, descontadas taxas e Imposto de Renda. Um CDB que pague 100% do CDI pode oferecer retorno semelhante. No entanto, alguns bancos oferecem CDBs que pagam 105%, 110% ou até mais do CDI, o que pode resultar em rentabilidade superior ao título público.
A tributação também é semelhante. Ambos seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda, começando em 22,5% para aplicações de curto prazo e podendo cair para 15% após dois anos. Portanto, no aspecto fiscal, a diferença costuma ser pequena.
A principal distinção está no risco. O Tesouro Selic possui risco soberano, ligado ao governo federal. Já o CDB depende da saúde financeira do banco emissor, embora exista a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para valores até o limite estabelecido por CPF e instituição.
Em termos de liquidez, o Tesouro Selic oferece resgate diário, com liquidação geralmente no dia útil seguinte. Alguns CDBs também oferecem liquidez diária, mas outros exigem prazo mínimo de permanência.
Em um cenário de Selic elevada, a escolha entre Tesouro Selic e CDB depende principalmente da taxa oferecida pelo banco e do perfil do investidor. Se o CDB pagar percentual acima de 100% do CDI e o banco for sólido, pode oferecer rendimento maior. Já o Tesouro Selic tende a ser visto como referência de segurança e previsibilidade.
Para investidores conservadores ou para formação de reserva de emergência, o Tesouro Selic costuma ser alternativa eficiente. Para quem busca maximizar retorno dentro da renda fixa e aceita avaliar risco de instituição financeira, o CDB pode ser opção interessante.
Com a Selic em 15%, ambos se tornam atrativos. A decisão final depende da taxa oferecida, da liquidez desejada e da estratégia de diversificação da carteira.









