Com a taxa Selic em 15% ao ano, a diferença entre Tesouro Selic e poupança se amplia de forma significativa. Em cenários de juros elevados, aplicações atreladas à taxa básica tendem a oferecer rentabilidade superior à regra fixa da poupança. A decisão, no entanto, envolve não apenas rendimento, mas também tributação, liquidez e perfil do investidor.
A poupança possui regra específica. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, seu rendimento é de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). Na prática, com a TR próxima de zero, isso representa aproximadamente 6,17% ao ano.
Já o Tesouro Selic acompanha a taxa básica definida pelo Banco Central. Com a Selic em 15%, o rendimento bruto anual tende a se aproximar desse percentual.
Simulação com R$ 20 mil
Poupança:
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Rendimento aproximado anual: 6%
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Ganho estimado: R$ 1.200
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Total aproximado: R$ 21.200
Tesouro Selic:
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Rendimento bruto aproximado: 15%
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Ganho bruto: R$ 3.000
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Imposto (17,5% sobre lucro): R$ 525
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Ganho líquido aproximado: R$ 2.475
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Total líquido: R$ 22.475
Mesmo com tributação, o Tesouro Selic tende a entregar retorno significativamente maior.
Risco e liquidez
A poupança possui liquidez imediata e isenção de Imposto de Renda. O Tesouro Selic oferece liquidez diária, mas está sujeito à tributação regressiva.
Quanto ao risco, o Tesouro Selic é considerado de baixo risco por estar vinculado ao governo federal. A poupança depende da solidez da instituição financeira, embora também conte com cobertura do FGC.
Impacto da inflação
Se o IPCA estiver em 5% ao ano:
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Poupança → ganho real próximo de 1%
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Tesouro Selic → ganho real acima de 7%
Em cenário de Selic elevada e inflação moderada, o Tesouro Selic tende a preservar melhor o poder de compra.
Quando cada um faz sentido?
A poupança pode ser opção para quem prioriza simplicidade absoluta. O Tesouro Selic tende a ser mais eficiente para reserva de emergência ou objetivos de curto prazo quando a Selic está elevada.









