Destaque
DestaqueEmpresasNotícias

Caixa Econômica registra queda de 39,6% no lucro do 4º tri com inadimplência em alta

Carteira de crédito da Caixa alcança R$ 1,378 trilhão com expansão de 11,5% em 2025; provisão para devedores sobe 14,6% no ano

A Caixa Econômica Federal encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 2,77 bilhões, resultado 39,6% inferior ao registrado no mesmo período de 2024. Os dados constam do relatório da administração divulgado pelo banco estatal e revelam uma combinação de crescimento da carteira de crédito com deterioração expressiva dos índices de inadimplência, particularmente nos segmentos de pessoa jurídica e agronegócio.

A carteira total de crédito atingiu R$ 1,378 trilhão ao fim de 2025, expansão de 11,5% em relação ao ano anterior. Os segmentos de maior crescimento foram crédito comercial para pessoa jurídica, com alta de 14,2%, financiamento imobiliário, com avanço de 13%, e crédito comercial para pessoa física, com expansão de 13,4%. Saneamento e infraestrutura cresceram 1%, enquanto o agronegócio registrou incremento de apenas 0,6%.

A inadimplência acima de 90 dias avançou para 3,07% no quarto trimestre, ante 1,97% registrado um ano antes e 3,01% no trimestre imediatamente anterior. A deterioração foi mais acentuada em pessoa jurídica, cujo índice chegou a 12,13%, quase o dobro do patamar observado no mesmo período de 2024. No agronegócio, o indicador saltou para 14,09%. Em pessoa física, a inadimplência subiu para 6,02%. O segmento imobiliário apresentou leve recuo, com o índice caindo para 1,18% frente ao quarto trimestre do ano anterior.

O avanço da inadimplência pressionou as provisões para créditos de liquidação duvidosa, que somaram R$ 5,36 bilhões no trimestre, alta de 14,6% em relação ao mesmo período de 2024 e de 5,6% ante o terceiro trimestre. As despesas administrativas totalizaram R$ 12,77 bilhões, incremento de 7,9% na comparação anual.

Entre os indicadores com desempenho positivo, a margem financeira cresceu 7,4%, para R$ 17,5 bilhões, e o índice de eficiência operacional recorrente melhorou de 55,74% para 53,61%, refletindo maior controle relativo de custos. As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias avançaram 1,5% na comparação anual, para R$ 7,50 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido recorrente cresceu 0,24 ponto percentual nos últimos 12 meses, para 10,67%. O índice de capital nível 1 passou de 14,60% para 15,05% na mesma base de comparação.

Postagens relacionadas

1 of 599