Destaque
DestaqueEconomiaFinançasNotíciasPolítica Econômica

XP alerta que petróleo pode mudar ritmo da Selic e ampliar pressão fiscal no Brasil

XP avalia que alta do petróleo provocada pelo conflito entre EUA e Irã pode afetar inflação, Selic, contas públicas e ritmo da economia brasileira em 2026

A XP Investimentos avalia que a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã pode alterar parte do cenário macroeconômico brasileiro ao elevar o preço internacional do petróleo, com impacto direto sobre inflação, arrecadação pública e política monetária.

Embora mantenha a projeção de cortes sucessivos de 0,50 ponto percentual na Selic até 12,50%, a instituição admite que um avanço mais intenso do petróleo pode levar o Banco Central do Brasil a iniciar o ciclo com redução menor, de 0,25 ponto.

No cenário-base, a XP preservou a estimativa de petróleo em US$ 60 por barril, apesar de reconhecer que a commodity chegou perto de US$ 80 em meio ao aumento do risco geopolítico.

Segundo a casa, esse movimento pode gerar receita líquida adicional de R$ 21,4 bilhões ao país em 2026, aliviando parcialmente as contas públicas em um ambiente ainda marcado por déficit primário e crescimento da dívida.

A corretora também destaca aumento das incertezas políticas com a aproximação do ciclo eleitoral. O relatório aponta fortalecimento do nome de Flávio Bolsonaro em eventual disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva, sem descartar o surgimento de uma candidatura alternativa de centro-direita. Mesmo com arrecadação elevada, a XP afirma que o país segue enfrentando dificuldades estruturais na trajetória das despesas públicas.

Nas projeções mantidas, a instituição prevê câmbio em R$ 5,60 por dólar no fim de 2026, crescimento de 2% do Produto Interno Bruto no próximo ano e inflação medida pelo IPCA em 3,8%. A avaliação é de que, embora os fundamentos inflacionários permaneçam controlados no curto prazo, uma alta persistente do petróleo pode alterar esse quadro.

Postagens relacionadas

1 of 600