Quase R$ 793 milhões aplicados em CDBs e fundos do Banco Master permanecem completamente intocados desde a liquidação da instituição, sem que um único correntista tenha se apresentado para tentar resgatar os recursos. Entre esses valores há casos que chamam atenção pela magnitude: um único investidor mantém R$ 20 milhões em CDBs do banco sem qualquer movimentação.
A ausência total de iniciativa de resgate por parte dos titulares formais acendeu um sinal de alerta nos investigadores. A hipótese que ganha força nas apurações é que boa parte desses recursos pertença a laranjas de pessoas politicamente expostas, categoria que inclui políticos, seus familiares e assessores próximos. O raciocínio é direto: qualquer investidor legítimo que tivesse dinheiro preso no banco liquidado teria imediatamente buscado resgatar o que é seu. A inércia prolongada sugere que os titulares formais dos recursos não são seus verdadeiros donos e que os beneficiários reais não podem se revelar sem comprometer sua situação.
O desfecho das apurações em curso determinará quem são os verdadeiros proprietários desses tesouros escondidos. O problema é que, com a liquidação encerrada, esse dinheiro está efetivamente perdido para sempre para quem não se apresentou para reivindicá-lo.










