O BTG Pactual fez duas trocas na carteira recomendada de small caps para abril. Saem Aura Minerals e Sanepar. Entram Odontoprev e Banco Pine. A mudança vem após a carteira recuar 4,1% em março, abaixo do Ibovespa que caiu 0,7%, mas acima do SMLL que perdeu 5,8%.
A escolha da Odontoprev começa pelo valuation. O papel negocia a menos de 10 vezes o lucro estimado para 2026, patamar que o BTG considera atrativo para o histórico da empresa. A recente reorganização dos ativos de saúde do Bradesco sob a Bradsaúde também reforça o posicionamento estratégico da companhia dentro do grupo.
O banco ainda enxerga espaço para crescimento via parcerias com players como a Rede D’Or e projetos que vão reduzindo gradualmente a exposição ao segmento de seguros. Há ainda um ângulo financeiro relevante: com caixa líquido e zero dívida, a Odontoprev se beneficia de um ambiente de cortes de juros mais lentos, já que parte dos seus resultados vem de receitas financeiras.
Para o Banco Pine, o argumento central é o consignado privado. Gargalos operacionais no segmento têm gerado margens ajustadas ao risco mais atrativas, e o BTG espera que a originação nas carteiras mais rentáveis surpreenda positivamente no primeiro trimestre.
Dois eventos recentes reforçam a tese. A Moody’s elevou o rating de crédito do Pine, o que tende a reduzir o custo de captação. E o follow-on recente aumentou a liquidez das ações, um fator importante para small caps. Com o papel a cerca de cinco vezes o lucro projetado para 2026, o BTG vê relação risco-retorno favorável e mantém recomendação de compra.









