
Em meio à preparação para a agenda internacional de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil manterá compromissos externos até maio do próximo ano, apesar do período eleitoral. Entre as atividades previstas, citou visitas à Índia, encontros com Canadá e África do Sul e possível reunião com autoridades da Coreia do Sul. Lula destacou que pretende continuar expandindo o número de parceiros comerciais e disse esperar o momento em que poderá anunciar a abertura de 500 novos mercados para produtos brasileiros.
As declarações ocorreram após uma série de compromissos do presidente na África do Sul. Lula participou da 6ª Cúpula de Líderes do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS) e de atividades paralelas da Cúpula do G-20, em Johanesburgo, onde concedeu entrevista coletiva. O presidente afirmou que retornará ao Brasil e não pretende realizar novas viagens internacionais até o fim do ano, exceto as necessárias para a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
Durante a entrevista, Lula explicou que o deslocamento para formalizar o acordo poderia ocorrer em Brasília ou em Foz do Iguaçu, embora a tendência seja pela assinatura na capital federal. Ele mencionou que o Paraguai pode ter dificuldades de participar no dia 20 de dezembro, o que levaria a reunião formal do Mercosul para o início de janeiro. Ainda assim, reforçou que a assinatura será realizada na data prevista.
Ao comentar as conversas mantidas durante o evento, Lula afirmou que o acordo está sendo tratado com a União Europeia como bloco, e não bilateralmente com a França. O presidente também indicou que seguirá para Moçambique após a Cúpula do G-20, antes de retornar ao Brasil.
Lula confirmou que o acordo Mercosul–União Europeia será assinado em 20 de dezembro. Ele classificou o tratado como um dos maiores do mundo, envolvendo cerca de 722 milhões de pessoas e movimentando um PIB estimado em 22 trilhões de dólares. O presidente destacou que, após a assinatura, haverá uma ampla etapa de implementação para que os países comecem a usufruir dos benefícios previstos no texto.









