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Inflação volta ao limite da meta após 12 meses, com IPCA-15 acumulando 4,50% em um ano

Inflação medida pelo IPCA-15 acelera em novembro e retorna ao teto da meta

A inflação medida pelo IPCA-15 acelerou para 0,20% em novembro, após a alta de 0,18% registrada no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado veio ligeiramente acima das estimativas coletadas pela Reuters, que apontavam para avanço de 0,18%, e foi influenciado principalmente pelo comportamento das passagens aéreas, que tiveram elevação de 11,87% e representaram o maior impacto individual do mês.

Com o resultado de novembro, o índice acumula alta de 4,15% no ano e chega a 4,50% em 12 meses, movimento que coloca a inflação novamente dentro do intervalo de tolerância da meta após dez meses. No mesmo período de 2024, o acumulado em 12 meses havia sido de 4,94%, enquanto a variação de novembro daquele ano foi de 0,62%.

O grupo Despesas pessoais apresentou a maior variação, com alta de 0,85%, puxado por hospedagens e pacotes turísticos. Saúde e cuidados pessoais e Transportes vieram na sequência, ambos com impacto de 0,04 ponto percentual. Nos serviços de saúde, o avanço dos planos de saúde foi o principal destaque. No transporte, além da forte alta das passagens aéreas, combustíveis registraram queda de 0,46%, refletindo reduções em etanol, gasolina e diesel.

O grupo Alimentação e bebidas voltou a subir após cinco meses de recuo, com alta de 0,09%. A alimentação dentro do domicílio continuou em queda, influenciada por reduções em itens como leite longa vida, arroz e frutas. Outras categorias tiveram comportamento oposto, como batata inglesa, óleo de soja e carnes. A alimentação fora do domicílio acelerou, acompanhando altas em refeições e lanches.

Habitação desacelerou para 0,09%, pressionada pelo recuo da energia elétrica residencial. Apesar da vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1, que adiciona cobrança extra na conta, o item manteve trajetória de queda. Condomínio e aluguel residencial avançaram na passagem do mês. Vestuário e Educação tiveram aumentos moderados, enquanto Comunicação e Artigos de residência registraram variações negativas.

Entre as regiões pesquisadas, apenas Belo Horizonte apresentou recuo, com queda de 0,05%, influenciada pela redução da gasolina e das frutas. Belém teve a maior variação, de 0,67%, impulsionada por altas em hospedagem e passagens aéreas no período de realização da COP30.

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