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Petrobras aprova plano de US$ 109 bilhões e ajusta investimentos diante de petróleo mais barato

Estratégia 2026-2030 reduz capex, ajusta cronogramas e projeta produção crescente até 2028

A Petrobras aprovou um plano de investimentos de US$ 109 bilhões para o período de 2026 a 2030, em uma decisão unânime do conselho de administração. O montante representa redução de 1,8% em relação ao programa anterior, ajuste associado ao cenário internacional de preços mais baixos do petróleo. O novo planejamento consolida o foco da companhia em projetos de exploração e produção, amplia iniciativas de eficiência e revisa o ritmo de investimentos diante da volatilidade do Brent.

Do total previsto, US$ 91 bilhões serão destinados à Carteira de Implantação e US$ 18 bilhões à Carteira em Avaliação. Dentro da parcela em implantação, a empresa separou US$ 81 bilhões para projetos com orçamento já aprovado e outros US$ 10 bilhões para iniciativas dependentes de análise de financiabilidade. A companhia afirma que o plano incorpora medidas de racionalização de custos, com economia estimada de US$ 12 bilhões entre 2025 e 2030, resultado de ajustes operacionais, maior eficiência logística e postergação de atividades não prioritárias.

A distribuição do capex mostra desembolsos de US$ 19,4 bilhões em 2026, US$ 21 bilhões em 2027, US$ 20,5 bilhões em 2028, US$ 16,1 bilhões em 2029 e US$ 14,3 bilhões em 2030. Para o próximo ano, o investimento de caixa será de US$ 16,9 bilhões, acompanhado da projeção de produção de 2,5 milhões de barris por dia. A Petrobras estima que o volume suba para 2,7 milhões de barris equivalentes por dia em 2028, antes de estabilizar em torno de 2,6 milhões entre 2029 e 2030.

O segmento de exploração e produção receberá a maior parcela dos recursos, com US$ 78 bilhões destinados ao setor. Desse volume, US$ 69,2 bilhões correspondem à carteira em implantação no período. A participação do pré-sal segue dominante, com 62% dos investimentos, enquanto 24% irão para projetos no pós-sal, 10% para exploração e 4% para demais frentes, incluindo ativos no exterior e iniciativas de descarbonização. A companhia prevê ainda US$ 7,1 bilhões para atividades exploratórias, destacando as bacias do Sul e Sudeste, a Margem Equatorial e áreas internacionais na Colômbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul.

Em relação aos custos, a Petrobras projeta Custo Total do Petróleo Produzido de US$ 30,4 por barril equivalente no quinquênio, valor cerca de US$ 6 inferior ao estimado no plano anterior. Em refino, transporte e petroquímica, a companhia prevê US$ 20 bilhões, com prioridade para combustíveis de maior qualidade e menor emissão, além da expansão da capacidade de diesel. Para projetos de gás e energias de baixo carbono, estão reservados US$ 9 bilhões. Somando ações de redução de emissões, bioprodutos e iniciativas de inovação, a carteira de transição energética atingirá US$ 13 bilhões, o equivalente a 12% do investimento total.

A companhia afirma que a estratégia permanece ancorada na combinação de baixo custo e baixa intensidade de carbono, característica que considera essencial para manter competitividade no cenário de transição energética global. Mesmo com a redução no capex, a estatal sustenta que o portfólio segue “duplamente resiliente”, com foco em reservas, eficiência operacional e manutenção da atratividade financeira dos projetos.

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