O Santander inaugurou a temporada de balanços dos grandes bancos ao reportar lucro líquido gerencial de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, resultado que representa crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número ficou alinhado às expectativas do mercado, que apontavam lucro próximo de R$ 4 bilhões, segundo estimativas consolidadas pela Bloomberg.
No acumulado de 2025, o banco registrou lucro líquido de R$ 15,6 bilhões, avanço de 12,6% na comparação anual. O retorno sobre o patrimônio líquido encerrou o período em 17,6%, praticamente estável em relação ao trimestre anterior e com leve alta frente ao quarto trimestre de 2024, indicador acompanhado de perto pelos analistas do setor.
O desempenho da operação brasileira já vinha sendo antecipado após a divulgação dos resultados do Santander na Espanha, que reportou lucro de 579 milhões de euros no país. Ainda assim, a reação do mercado foi negativa no pregão anterior à divulgação do balanço local, com as ações recuando após oscilarem em terreno positivo ao longo do dia.
Desde o início do processo de recuperação, após uma sequência de resultados fracos em 2023, o banco mantém uma postura seletiva na concessão de crédito, priorizando segmentos com melhor relação entre risco e retorno. Essa estratégia fez com que o Santander ajustasse seu apetite de crédito mais cedo do que outros pares, o que, na avaliação de analistas, pode favorecer a retomada do crescimento à medida que o ambiente de crédito se torne mais favorável.
As receitas totais somaram R$ 21 bilhões no trimestre, com queda de 1,9% na comparação anual, mas avanço de 1,6% frente ao trimestre anterior. A margem financeira total atingiu R$ 15 bilhões, recuo de 4% em 12 meses, refletindo a sensibilidade negativa ao aumento da taxa de juros. Em contrapartida, a margem financeira com clientes cresceu 6,6%, para R$ 16,8 bilhões, sustentada por maior volume e aumento de spreads.
Segundo a administração, a qualidade do crédito segue pressionada pelo cenário macroeconômico, mas o banco afirma manter disciplina na alocação de capital, gestão ativa de riscos e diversificação das fontes de captação, com redução do custo de funding impulsionada pelo crescimento da base de pessoas físicas.









