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Ranking revela as 10 ações mais indicadas pelos analistas em fevereiro de 2026

Carteiras recomendadas destacam bancos, commodities e serviços no início de 2026

As carteiras recomendadas de ações para fevereiro revelam um consenso entre analistas e instituições financeiras, com Itaú Unibanco, Vale e Localiza ocupando as primeiras posições no ranking das ações mais indicadas do mês. O levantamento considera recomendações divulgadas por casas de análise e bancos de investimento e reflete as principais apostas do mercado para o início de 2026.

Pelo segundo mês consecutivo, o Itaú aparece isolado na liderança, somando 13 recomendações. A posição reforça a leitura predominante de que o banco segue entre as preferências do mercado, mesmo após a valorização acumulada do setor financeiro. Analistas apontam como fatores de sustentação a combinação entre elevada rentabilidade, disciplina no controle de custos e capacidade de manter a geração de dividendos em um ambiente ainda marcado por desafios no crédito.

Os resultados divulgados pelo banco referentes ao quarto trimestre de 2025 contribuíram para consolidar a liderança no ranking. No período, o Itaú registrou lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões e apresentou retorno sobre o patrimônio líquido de 24,4%, indicador superior ao de seus principais concorrentes e consistente com a estratégia de preservação de margens e eficiência operacional.

Na segunda colocação, a Vale reúne 11 recomendações e permanece como uma das principais apostas do mercado em função das expectativas em torno do mercado de minério de ferro. Analistas destacam a perspectiva de preços mais sustentados da commodity, em um contexto de oferta global mais restrita e custos de produção elevados.

De acordo com avaliação do Santander Brasil, os preços do minério de ferro devem se manter acima de US$ 100 por tonelada ao longo de 2026, impulsionados por demanda considerada resiliente, especialmente da China, além da expansão em economias como Índia, Sudeste Asiático e Oriente Médio. O banco revisou sua projeção para o preço médio da commodity no próximo ano de US$ 100 para US$ 105 por tonelada, citando investimentos em infraestrutura e tendências estruturais de urbanização como fatores de suporte, mesmo diante dos riscos ainda presentes no setor imobiliário chinês.

A Localiza ocupa a terceira posição do ranking, com oito recomendações, e é vista pelos analistas como uma das principais apostas de recuperação no setor de serviços. Segundo avaliação do BTG Pactual, a companhia apresenta melhora gradual em seus três principais negócios, com repasses de preços e ganhos de eficiência no aluguel de carros, foco em margens e otimização de ativos na gestão de frotas e normalização do segmento de seminovos após os impactos do IPI.

Além disso, os analistas avaliam que a Localiza está bem posicionada para se beneficiar de um eventual cenário de juros mais baixos, negociando a múltiplos considerados atrativos para 2026, o que reforça a tese de valorização da ação no médio prazo.

Logo atrás das três líderes, Bradesco, Petrobras, Prio, Axia e Sabesp aparecem empatadas com sete recomendações cada. As indicações refletem teses distintas, que envolvem desde recuperação operacional e ganhos de eficiência até pagamento de dividendos e exposição ao setor de energia. No caso da Sabesp, a presença recorrente nas carteiras está associada às expectativas em torno do processo de privatização e de potenciais ganhos de eficiência no médio prazo.

O ranking de fevereiro é divulgado em um momento de desempenho positivo do mercado acionário brasileiro. O Ibovespa acumula valorização expressiva no início de 2026, impulsionado principalmente pelo aumento do fluxo de capital estrangeiro, em um contexto de realocação global de portfólios.

Segundo análise do Itaú BBA, o movimento reflete a busca por oportunidades em mercados emergentes diante de incertezas geopolíticas, níveis elevados de valuation nos Estados Unidos e sinais de desaceleração em economias desenvolvidas. Nesse ambiente, o Brasil surge como destino relevante para investidores, combinando preços considerados atrativos, empresas com geração de caixa consistente e exposição a temas globais como commodities e energia.

Com o índice em patamares mais elevados, analistas ressaltam que a seleção de ações tende a ganhar ainda mais importância. O consenso aponta para empresas com fundamentos sólidos, capacidade de atravessar diferentes ciclos econômicos e, em diversos casos, potencial de remuneração ao acionista como elemento de proteção em um cenário de maior volatilidade.

Posição Ação Nº de recomendações
Itaú Unibanco 13
Vale 11
Localiza 8
Bradesco 7
Petrobras 7
Prio / PetroRio 7
Eletrobras / Axia 7
Sabesp 7
Nubank 5
Equatorial 5

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