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Tesouro Nacional autoriza emissão de títulos em dólar no mercado internacional

Emissão externa reforça estratégia de financiamento em moeda estrangeira

A estratégia do governo brasileiro para manter referências líquidas da dívida soberana em dólar voltou ao centro do mercado internacional nesta segunda-feira, 9, com a preparação de uma nova operação externa pelo Tesouro Nacional. A iniciativa envolve tanto a criação de um novo papel de médio prazo quanto a ampliação de um título de vencimento mais longo já existente.

Segundo comunicado oficial, o Tesouro concedeu mandato a instituições financeiras para a emissão de um novo título denominado em dólares, com prazo de 10 anos e vencimento em 2036. Paralelamente, está prevista a reabertura do Global 2056, papel de 30 anos que integra a curva longa da dívida brasileira no mercado externo.

De acordo com o órgão, a operação faz parte da estratégia de gestão da dívida pública voltada à ampliação da liquidez dos títulos soberanos brasileiros em moeda estrangeira. O objetivo é manter uma curva de juros em dólar bem distribuída ao longo dos prazos, que sirva como referência para emissões do setor corporativo e permita ao governo antecipar o financiamento de compromissos futuros nessa moeda.

A coordenação da operação ficará a cargo dos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo Mitsui Banking Corporation. O Tesouro informou que os detalhes finais da emissão, incluindo volume e condições financeiras, serão divulgados ao término do processo ainda nesta segunda-feira.

A movimentação ocorre poucos meses após a última incursão do Brasil no mercado internacional. Em novembro, o Tesouro captou US$ 2,25 bilhões com títulos de vencimento em 2033 e promoveu a reabertura de um papel de 10 anos com vencimento em 2035, reforçando a presença do país ao longo da curva em dólar.

Ao recorrer novamente ao mercado externo, o Tesouro busca administrar o perfil da dívida pública, reduzir riscos de concentração de vencimentos em moeda estrangeira e preservar alternativas de financiamento em um ambiente global ainda marcado por volatilidade nas taxas de juros internacionais.

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