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Warren Investimentos projeta IPCA de janeiro em 0,37%

Inflação deve ganhar força em janeiro, segundo estimativas da Warren Investimentos

A leitura do IPCA de janeiro, que será divulgada nesta terça-feira, 10, deve registrar alta de 0,37%, segundo projeção da Warren Investimentos. Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses tende a acelerar para 4,49%, avanço de 23 pontos-base em relação a dezembro, quando o índice estava em 4,26%.

Entre os grupos que mais devem pressionar o índice, a Warren destaca a alimentação. A expectativa é de aceleração para 0,50% em janeiro, ante 0,27% no mês anterior, impulsionada principalmente pela alimentação no domicílio, que deve subir 0,43%. As principais contribuições vêm dos alimentos in natura, com destaque para tubérculos, raízes e legumes, cuja alta projetada é de 10,25%, além de frutas, com avanço de 2,05%, e hortaliças e verduras, com elevação de 3,39%. A consultoria observa que, a partir de fevereiro, esses itens tendem a refletir quedas no produtor, conforme a sazonalidade. Em sentido oposto, aves e ovos, com recuo estimado de 1,58%, e leite e derivados, com queda de 2,00%, devem atenuar parte da pressão.

No grupo transportes, a projeção é de desaceleração, de 0,74% em dezembro para 0,52% em janeiro. A principal contribuição baixista deve vir das passagens aéreas, com queda estimada de 8,92%, e do transporte por aplicativo, que após alta expressiva de 13,79% em dezembro deve recuar 4,00% em janeiro. Em contrapartida, o reajuste do ICMS vigente desde 1º de janeiro tende a pressionar os preços da gasolina, para a qual a Warren projeta alta de 1,35%. A consultoria lembra que, para fevereiro, deve haver algum alívio nos combustíveis, em função da redução de 5,2% anunciada pela Petrobras a partir de 27 de janeiro. Ônibus urbano, com alta projetada de 4,70%, também deve contribuir para a inflação ao refletir reajustes tarifários e o fim de gratuidades concedidas no final do ano em algumas capitais. Seguro de veículos e emplacamento e licença, por outro lado, devem atuar em sentido baixista.

A Warren também chama atenção para os efeitos da devolução dos descontos da Black Friday. Embora o impacto tenha sido mais forte no IPCA-15 de janeiro, ainda devem persistir algumas pressões no fechamento do mês. A expectativa é de aceleração de itens de higiene pessoal para 0,89%, enquanto artigos de residência devem registrar alta mais moderada, de 0,17%. Vestuário, por sua vez, deve apresentar queda de 0,26%.

No grupo habitação, a projeção é de alta de 0,05% em janeiro, após recuo de 0,33% em dezembro, influenciada por reajustes da taxa de água e esgoto, estimados em 2,75% em capitais relevantes. A energia elétrica, por outro lado, deve voltar a cair, com retração de 2,25%, refletindo a mudança da bandeira tarifária amarela em dezembro para verde em janeiro.

Os serviços subjacentes devem se manter pressionados, com alta projetada de 0,58%, levemente acima dos 0,56% observados em dezembro. Alimentação fora do domicílio, com avanço estimado de 0,68%, e recreação, com alta de 0,15%, sustentam esse movimento. Na avaliação da Warren, as medidas de serviços não devem apresentar alívio significativo ao longo do ano, e embora os núcleos não dessazonalizados possam ceder marginalmente na leitura mensal, tendem a permanecer em níveis elevados.

Em síntese, a Warren Investimentos projeta um IPCA de janeiro mais pressionado, com destaque para alimentos, preços administrados e serviços subjacentes, e núcleos em torno de 0,44%. Há riscos baixistas associados a componentes voláteis, como alimentação e higiene pessoal. Para 2026, a projeção de inflação da casa permanece em 4,20%.

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