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Caso envolvendo Novonor elevou NPL do Banco do Brasil no fim de 2025

BB apontou impacto de R$ 3,6 bilhões na carteira de atacado; dívida ligada à Novonor foi regularizada em janeiro

A elevação da inadimplência do Banco do Brasil no quarto trimestre de 2025 esteve relacionada a um caso específico envolvendo a Novonor, segundo fonte com conhecimento do assunto. A operação correspondia a uma dívida garantida por ações da Braskem e tornou-se inadimplente ao longo das negociações conduzidas pelos credores.

No balanço divulgado na véspera, o Banco do Brasil informou que a taxa de inadimplência acima de 90 dias alcançou 5,17% nos últimos três meses de 2025. A instituição destacou que o indicador foi impactado por um caso pontual na carteira de títulos e valores mobiliários (TVM) de uma empresa do segmento Atacado, no montante de R$ 3,6 bilhões. Desconsiderado esse evento, a inadimplência teria sido de 4,88% no período.

De acordo com a fonte, a dívida foi regularizada em janeiro de 2026. O crédito teria sido cedido pelos credores ao fundo IG4, que aguarda autorizações regulatórias para assumir as ações da Braskem dadas em garantia. A operação está vinculada ao processo de reestruturação financeira da Novonor.

Procurado, o Banco do Brasil informou que não poderia comentar detalhes sobre clientes específicos em razão do sigilo bancário. Já a Braskem declarou, em comunicado divulgado na quinta-feira, que não possui e não possuía em 2025 dívidas relevantes com o Banco do Brasil e que está adimplente junto à instituição financeira, após informações divulgadas na imprensa associarem a empresa ao impacto na inadimplência do banco.

O episódio contribuiu para pressionar os indicadores do quarto trimestre, em um contexto já marcado por maior atenção do mercado à qualidade dos ativos e à evolução do crédito corporativo.

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