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Ouro dispara 3,7% e supera US$ 4.300 com queda do dólar e foco no Oriente Médio

Investidores reagiram à possibilidade de acordo sobre o Estreito de Ormuz e a dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos

O ouro registrou forte valorização nesta quarta-feira (5), impulsionado pela queda do dólar, pelo recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) e pelas expectativas de avanço nas negociações para reduzir as tensões no Oriente Médio. Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato para dezembro avançou 3,7%, para US$ 4.305,26 por onça-troy, enquanto a prata para setembro subiu 3,4%, a US$ 62,288 por onça-troy.

O mercado reagiu às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que um acordo sobre o controle do Estreito de Ormuz poderá ser anunciado nos próximos dias. Segundo fontes ouvidas pela Associated Press, negociadores do Irã e de Omã concluíram um rascunho para a reabertura da hidrovia, que ainda depende da aprovação do líder supremo iraniano. A possibilidade de normalização da rota marítima reduziu parte da aversão ao risco dos investidores.

No cenário econômico, os agentes também acompanharam novos sinais sobre a política monetária americana. O presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, voltou a defender uma alta gradual dos juros diante das pressões inflacionárias ligadas ao conflito no Oriente Médio. Já os dados do mercado de trabalho mostraram desaceleração da economia dos EUA: o setor privado criou 44 mil vagas em julho, abaixo da expectativa de 75 mil, reforçando a atenção dos investidores aos próximos passos do Federal Reserve. (Com MoneyTimes)

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