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Carteira de FIIs do BTG passa a 17 fundos após ajustes para janeiro de 2026

Mudanças na carteira de FIIs elevam o foco em crédito high grade e mantêm desempenho acima do IFIX em 2025

O BTG Pactual promoveu ajustes em sua carteira recomendada de fundos imobiliários para o mês de janeiro, com realocações voltadas à preparação do portfólio para o cenário de 2026. As mudanças incluíram a redução de 1,5 ponto percentual nas posições em KNCR11, HGRU11 e BTHF11, além da retirada do CLIN11 da seleção.

De acordo com o banco, as reduções tiveram como principal objetivo a realização parcial dos ganhos acumulados ao longo de 2025. Apesar do ajuste, a instituição manteve uma avaliação construtiva para esses ativos, indicando que a decisão não reflete deterioração dos fundamentos, mas sim uma gestão ativa do portfólio diante do desempenho recente.

Os recursos liberados foram direcionados para o aumento da exposição em BTLG11, que teve acréscimo de 3 pontos percentuais, além de elevações de 1,5 ponto percentual em MCCI11 e KNIP11. Segundo o BTG, essas realocações priorizam fundos considerados bem-posicionados para o ambiente esperado em 2026, com foco em ativos de crédito indexados à inflação e perfil de risco mais conservador.

O banco destacou que MCCI11 e KNIP11 se enquadram em uma estratégia de reforço da parcela da carteira alocada em fundos de crédito high grade. Ambos os ativos negociam com leve desconto em relação ao valor patrimonial, apresentam taxas internas de retorno implícitas consideradas atrativas e oferecem uma relação risco-retorno avaliada como favorável em um cenário de fechamento da curva de juros.

Após as mudanças, a carteira recomendada passou a contar com 17 fundos imobiliários, com liquidez média diária ponderada de R$ 7,7 milhões e dividend yield médio estimado em 11,5%. Em dezembro, o portfólio registrou valorização de 2,74%, abaixo do desempenho do IFIX, principal índice de FIIs da B3, que avançou 3,14% no período.

No acumulado de 2025, no entanto, a rentabilidade da carteira recomendada pelo BTG atingiu 23,49%, superando o resultado do IFIX, que apresentou alta de 21,15% no mesmo intervalo.

O relatório ainda destacou que, para 2026, o BTG parte de uma visão mais construtiva para o cenário macroeconômico, com expectativa de início do ciclo de queda da taxa Selic.

Embora os juros devam permanecer em patamar elevado ao longo do ano, o banco ressaltou que o processo de cortes tende a reduzir a volatilidade e melhorar o ambiente para ativos de risco, especialmente aqueles com geração recorrente de renda.

“Entendemos que os fundos de tijolo já realizaram um ajuste relevante, mas ainda negociam com desconto em relação ao valor patrimonial e devem continuar se apreciando ao longo do ciclo”, explicou a casa.

“Ao mesmo tempo, o nível ainda elevado dos juros favorece os FIIs de papel, que devem seguir entregando um carrego elevado, especialmente aqueles com exposição relevante a estruturas IPCA”, continuou.

Diante desse cenário, a estratégia do BTG para 2026 será aumentar gradualmente a exposição aos fundos de tijolo, evitando movimentos abruptos.

De acordo com o banco, por se tratar de um ano eleitoral, podem surgir janelas oportunísticas para entradas a preços mais atrativos, e a alocação deve ocorrer de forma progressiva, com foco na qualidade dos ativos, localização consolidada e previsibilidade do fluxo de caixa.

 

Ticker Participação P/VPA DY¹
BTCI11 6,0% 0,93x 12,3%
KNCR11 12,5% 1,05x 14,5%
KNIP11 12,5% 0,98x 9,3%
RBRR11 7,5% 0,94x 11,0%
RBRY11 9,0% 0,98x 15,3%
MCCI11 5,5% 0,98x 13,1%
VILG11 4,5% 0,88x 8,9%
BRCO11 4,5% 1,00x 8,9%
BTLG11 13,0% 0,99x 9,2%
BRCR11 3,5% 0,53x 10,7%
PVBI11 3,5% 0,76x 6,6%
HGBS11 1,0% 0,98x 9,0%
GZIT11 2,5% 0,51x 20,1%
HSML11 4,0% 0,89x 9,1%
TRXF11 7,0% 0,96x 12,2%
HGRU11 2,0% 0,98x 13,8%
BTHF11 1,5% 0,90x 12,2%
Total 100% 0,94x 11,5%

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