CâmbioEconomiaMercadosNotíciasPolítica Econômica

Dólar fecha em leve queda com baixa liquidez e atenção a fatores externos

Dólar recua em dia de feriado nos EUA, com baixa liquidez, influência externa e atenção ao cenário político no Brasil

O dólar iniciou a semana em leve queda no mercado brasileiro, em um pregão marcado por liquidez reduzida devido ao feriado nos Estados Unidos. A ausência das negociações em Wall Street limitou o volume de operações e favoreceu ajustes técnicos ao longo da sessão, em linha com o comportamento observado no mercado internacional.

No fechamento desta segunda-feira, o dólar à vista terminou cotado a R$ 5,3640, com recuo de 0,16%. O movimento acompanhou a desvalorização global da moeda norte-americana, refletida no desempenho do índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, como euro e libra, e recuava 0,34%, aos 99,053 pontos, no fim da tarde.

Com o mercado dos Estados Unidos fechado em razão do feriado de Martin Luther King Jr., os participantes do mercado operaram com menor referência externa, o que reduziu a volatilidade e abriu espaço para movimentos pontuais. Ainda assim, tensões geopolíticas permaneceram no radar dos investidores. No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar impor tarifas adicionais a países europeus em meio à disputa envolvendo a Groenlândia, território pertencente à Dinamarca.

Segundo declarações publicadas pelo presidente em redes sociais, tarifas de importação de 10% poderiam entrar em vigor em fevereiro sobre produtos de países como Dinamarca, França, Alemanha e Reino Unido, com previsão de elevação gradual até 25% a partir de junho. As ameaças foram criticadas por integrantes da União Europeia, que passaram a discutir possíveis respostas econômicas ao movimento norte-americano.

Apesar do aumento da retórica comercial, o cenário externo não resultou em uma busca expressiva por proteção no dólar. De acordo com avaliação de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o principal canal de transmissão de risco no dia foi o mercado de metais preciosos, com valorização do ouro e da prata, em um ambiente de baixa liquidez global.

No mercado doméstico, a atenção dos investidores se voltou ao cenário político. Em entrevista ao UOL, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que iniciou conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seu papel nas eleições de 2026, mas ressaltou que ainda não há definição. Haddad reiterou que não pretende disputar cargos eletivos neste ano e indicou que deve deixar o comando da pasta econômica até fevereiro.

Postagens relacionadas

1 of 569