O Banco Central determinou que o Banco de Brasília registre uma provisão de R$ 2,6 bilhões em seu balanço encerrado em 31 de dezembro, segundo apurou o Valor. A exigência foi formalizada em um termo de comparecimento encaminhado à instituição financeira no dia 7 de janeiro.
Embora o documento não detalhe a motivação específica da medida, a determinação ocorre em meio às apurações relacionadas às operações realizadas entre o BRB e o Banco Master. Em 2024, o banco estatal adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito da instituição privada. O BRB afirma ter substituído aproximadamente R$ 10 bilhões desses ativos, mas informações públicas sobre a qualidade das novas carteiras ainda não foram divulgadas.
No fim de semana, reportagem do colunista Lauro Jardim, de O Globo, informou que o Banco Central havia alertado o BRB sobre a identificação de insuficiência patrimonial decorrente de transações financeiras com o Banco Master, reforçando a leitura de que a provisão solicitada está associada a esse conjunto de operações.
Em resposta, o Banco de Brasília afirmou que mantém interlocução permanente com o regulador e que atua de forma coordenada com o Banco Central no acompanhamento do caso. A instituição ressaltou o compromisso com a transparência, a governança corporativa e o cumprimento das normas do sistema financeiro nacional.
O banco destacou ainda que eventuais prejuízos decorrentes da aquisição das carteiras do Master seguem em análise pelo Banco Central e por uma auditoria independente. Segundo o BRB, caso perdas sejam confirmadas, já existe um plano de capital que prevê a recomposição patrimonial por meio de diferentes instrumentos.










