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Leilões de rodovias avançam com calendário definido para 2026

Estados devem responder por R$ 50 bilhões em concessões rodoviárias em 2026

O setor de infraestrutura deve manter um volume elevado de concessões ao longo de 2026, com destaque para projetos de rodovias conduzidos por estados e pelo governo federal. Estimativas do mercado indicam que apenas as concessões estaduais podem somar ao menos R$ 50 bilhões em investimentos, contribuindo para que o total de aportes no segmento alcance cerca de R$ 200 bilhões até o fim do ano, caso todos os projetos previstos sejam bem-sucedidos.

No âmbito federal, o Ministério dos Transportes prevê a realização de 13 leilões de rodovias em 2026. A pasta estruturou um calendário para as concorrências, com o objetivo de dar previsibilidade ao mercado. A definição antecipada das datas tem sido apontada por agentes do setor como um fator relevante para a atração de investidores e para a organização das equipes interessadas nos projetos.

Além das concessões federais, estados concentram parte expressiva da carteira prevista para o ano. Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Amazonas têm projetos em diferentes estágios de maturação, com expectativa de publicação de editais ou realização de leilões ainda em 2026. Em São Paulo, por exemplo, está programado para fevereiro o leilão da Rota Mogiana, que envolve 532 quilômetros de rodovias e prevê investimentos estimados em R$ 9,3 bilhões.

No Amazonas, a concessão rodoviária em estudo deve ser dividida em três lotes, embora o edital ainda não tenha sido publicado. Os demais estados também trabalham na finalização de estudos técnicos e modelagens econômico-financeiras para viabilizar as licitações dentro do calendário projetado.

Além do setor de transportes, 2026 marca o avanço das concessões florestais. Estão previstos os primeiros contratos relativos aos lotes de manejo da Floresta Nacional de Jatuarana, no Amazonas, arrematados em maio. As quatro unidades de manejo abrangem uma área total de 453 mil hectares, com prazo contratual de 37 anos e potencial de arrecadação anual estimado em até R$ 32,6 milhões.

Outro marco recente foi a assinatura, em julho, da primeira concessão de reflorestamento de terras públicas no Pará, com aproveitamento de créditos de carbono. O contrato tem duração de 40 anos e prevê a recuperação de 10,3 mil hectares de floresta, além do sequestro estimado de 3,7 milhões de toneladas de carbono equivalente. O investimento projetado é de R$ 258 milhões, com expectativa de geração de R$ 869 milhões em receitas ao longo do período.

O mercado acompanha ainda outros projetos florestais em fase de estruturação ou licitação. Em Rondônia, a concessão da Floresta Nacional do Bom Futuro inclui a restauração de 14 mil hectares de áreas degradadas. Há também iniciativas em preparação no Amapá e outros projetos sob responsabilidade da União, além de seis unidades no Pará atualmente em consulta pública.

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