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Ibovespa em disparada histórica: o rali da Bolsa em 2026 ainda tem fôlego?

Com alta próxima de 9% no ano e forte entrada de capital estrangeiro, o Ibovespa bate recordes em 2026. Entenda o que sustenta o rali, os riscos no radar e se ainda faz sentido investir agora

A Bolsa brasileira vive um início de 2026 marcado por forte valorização. O Ibovespa ultrapassou os 175 mil pontos e acumula alta próxima de 9% em reais e de cerca de 13% em dólares, colocando o Brasil entre os mercados com melhor desempenho global no período. O movimento não é isolado e acompanha uma rotação internacional de capital em direção aos mercados emergentes.

O principal motor desse rali tem sido o fluxo estrangeiro. Apenas em janeiro, investidores internacionais aportaram mais de R$ 12 bilhões em ações brasileiras, reflexo da redução de exposição aos Estados Unidos e da busca por diversificação geográfica. Com a alocação em emergentes ainda abaixo da média histórica nos fundos globais, há espaço para novas entradas, segundo estimativas de grandes bancos.

O cenário externo também favorece o Brasil. Um dólar global mais fraco e a valorização das commodities, especialmente metais, beneficiam diretamente o Ibovespa, dado o peso de empresas como Vale e Petrobras no índice. Nos dias de recorde, essas ações, junto com grandes bancos, concentraram boa parte da alta.

No plano doméstico, começam a surgir sinais de melhora estrutural. Gestoras destacam que as empresas brasileiras passaram por um ciclo de ajuste nos últimos anos, com maior disciplina de capital, foco em geração de caixa e redução de riscos. Além disso, a expectativa de um ciclo de cortes de juros ao longo de 2026 tende a ser historicamente positiva para o mercado acionário.

Apesar da forte alta, analistas avaliam que os preços não estão excessivamente esticados. Os valuations deixaram de estar extremamente descontados, mas ainda não são considerados elevados, o que indica que novas altas dependerão mais de resultados corporativos, juros e fluxo do que apenas de reprecificação.

Para o investidor, o consenso é de cautela seletiva. O rali pode continuar, mas 2026 deve ser marcada por maior volatilidade, especialmente por fatores políticos. Nesse ambiente, o foco segue em empresas maiores, líquidas e com fundamentos sólidos, que continuam dominando as carteiras recomendadas de bancos e corretoras.

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