Uma análise recente da UBS Wealth Management apontou uma visão otimista para os títulos de dívida de mercados emergentes, reacendendo o debate sobre o papel desses ativos em carteiras globais diversificadas. A avaliação ganha relevância em um momento de juros mais baixos nas economias desenvolvidas e de reprecificação dos riscos no cenário internacional.
De acordo com o coordenador de Produtos da InvestSmart XP, Rafael Bellas, os títulos de mercados emergentes são instrumentos de dívida emitidos por governos ou empresas de países em desenvolvimento e funcionam, na prática, como uma forma de financiamento dessas economias. Ao adquiri-los, o investidor recebe pagamentos periódicos de juros e o valor principal no vencimento, assumindo riscos associados ao emissor e ao ambiente macroeconômico.
Na leitura da UBS Wealth Management, há três fatores centrais que sustentam o momento mais favorável para esses ativos. O primeiro é o nível de rendimentos, que permanece atrativo em termos absolutos. Em um ambiente global no qual os juros nas economias avançadas tendem a ser mais contidos, a rentabilidade oferecida pelos títulos de emergentes se destaca para investidores em busca de geração de renda.
O segundo ponto destacado é a melhora dos fundamentos econômicos em diversos países emergentes. Segundo a análise, indicadores como as contas externas e os ratings de crédito vêm apresentando evolução positiva, sinalizando maior solidez financeira dos emissores e redução do risco percebido. Esse movimento contribui para diminuir a probabilidade de inadimplência e aumenta a atratividade relativa desses papéis.
O terceiro fator envolve o cenário macroeconômico internacional. A UBS avalia que uma eventual desvalorização do dólar pode favorecer os mercados emergentes, especialmente porque parcela relevante de suas dívidas é denominada na moeda americana. Um dólar mais fraco tende a reduzir o custo de serviço dessa dívida, melhorando a capacidade de pagamento dos emissores.
Para Rafael Bellas, a leitura da UBS reforça que os títulos de mercados emergentes podem cumprir um papel estratégico dentro de carteiras globais, especialmente quando combinados com outros ativos para diversificação de risco. Segundo ele, embora esses instrumentos carreguem volatilidade e riscos próprios, o atual equilíbrio entre retorno potencial e fundamentos econômicos torna o segmento relevante no contexto da renda fixa internacional.









