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Governo cumpre meta em 2025 com déficit de R$ 13 bi, diz Tesouro

Resultado primário de 2025 respeitou a margem prevista nas regras fiscais vigentes

O resultado das contas públicas em 2025 ficou dentro dos limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal, apesar de um saldo negativo expressivo nas contas totais. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, o déficit primário consolidado do governo central alcançou R$ 61,691 bilhões no ano. Após a aplicação das deduções previstas na legislação, o resultado considerado para efeito de cumprimento da meta fiscal foi um déficit de R$ 13 bilhões, equivalente a 0,1% do Produto Interno Bruto.

A meta definida para 2025 previa resultado primário neutro, com tolerância para déficit de até 0,25 ponto percentual do PIB, conforme as regras do novo regime fiscal. No cálculo oficial, são excluídas despesas que não entram no cômputo da meta, como pagamentos de precatórios, o que permitiu o enquadramento do resultado dentro da margem autorizada. Com isso, o governo federal atingiu formalmente o objetivo fiscal estabelecido para o período.

Somente no mês de dezembro, as contas do governo central registraram superávit primário de R$ 22,107 bilhões. Ainda assim, considerando o resultado anual sem deduções, o déficit de R$ 61,6 bilhões correspondeu a 0,48% do PIB. Os números englobam Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, excluindo as despesas com juros da dívida pública.

No detalhamento mensal, o resultado positivo de dezembro foi composto por superávit de R$ 10,946 bilhões do Tesouro, R$ 11,116 bilhões da Previdência Social e R$ 45 milhões do Banco Central. Para efeito de comparação, em dezembro de 2024, o superávit havia sido de R$ 24,106 bilhões. Já o resultado consolidado de 2024 terminou com déficit primário de R$ 11 bilhões, equivalente a 0,09% do PIB.

No lado das receitas, a arrecadação líquida do governo central somou R$ 250,130 bilhões em dezembro, crescimento real de 1,6% frente ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de 2025, as receitas atingiram R$ 2,366 trilhões, com alta real de 2,8%. As despesas totais, por sua vez, alcançaram R$ 228,023 bilhões em dezembro, aumento real de 3,1% na mesma base de comparação, e somaram R$ 2,427 trilhões no ano, avanço real de 3,4%.

No consolidado anual por órgão, o Tesouro Nacional registrou superávit de R$ 256,337 bilhões, enquanto a Previdência Social apresentou déficit de R$ 317,158 bilhões e o Banco Central, déficit de R$ 870 milhões.

As receitas com dividendos pagos por empresas estatais totalizaram R$ 10,4 bilhões em dezembro, abaixo dos R$ 24,3 bilhões registrados no mesmo mês de 2024. No acumulado de 2025, os dividendos e participações somaram R$ 50,3 bilhões, ante R$ 76,6 bilhões no ano anterior. Já as receitas provenientes de concessões atingiram R$ 1,4 bilhão em dezembro e R$ 7,9 bilhões no total do ano.

Os investimentos do governo federal fecharam dezembro em R$ 15,399 bilhões, queda real de 31,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de 2025, os investimentos somaram R$ 84,255 bilhões, recuo real de 7,6% na comparação com o ano anterior.

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