A revisão anual das reservas provadas de óleo, condensado e gás natural da Petrobras, referente ao final de 2025, trouxe resultados acima do esperado e reforçou a percepção de capacidade de crescimento futuro da companhia. A avaliação é de Mônica Araújo, economista-chefe da InvestSmart XP, que destaca a relevância do avanço das reservas como indicador de domínio tecnológico, competitividade de custos e sustentabilidade da produção ao longo dos próximos anos.
De acordo com o critério da SEC, as reservas provadas da Petrobras atingiram 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), sendo 84% compostas por óleo e condensado e 16% por gás natural. O volume representa crescimento de 6,1% em relação às reservas provadas de 2024, que totalizavam 11,4 bilhões de boe.
O cálculo considera tanto o volume produzido ao longo de 2025 quanto as adições de reservas certificadas no período. Apesar da elevada produção da estatal, as novas incorporações foram suficientes para mais do que compensar a extração anual, resultando no aumento líquido das reservas provadas ao final do exercício.
Outro indicador acompanhado de perto pelo setor é o índice de reposição de reservas (IRR), que alcançou 175% em 2025, acima dos 154% registrados em 2024. O patamar indica que a Petrobras adicionou às suas reservas um volume significativamente superior ao que foi produzido no período, reforçando a consistência de sua estratégia exploratória.
Com isso, a relação entre reservas provadas e produção, conhecida como R/P, ficou em 12,5 anos, levemente abaixo dos 13,2 anos observados no ano anterior. Segundo a análise, a redução reflete o forte crescimento da produção de petróleo em 2025 e as metas de expansão estabelecidas para os próximos anos, o que aumenta o desafio de manter níveis elevados de reposição de reservas de forma recorrente.
Nesse contexto, cresce a expectativa em torno da descoberta e do desenvolvimento de novas áreas com elevado potencial de reservas e produção. Entre elas, a Margem Equatorial aparece como um dos principais vetores estratégicos para sustentar o crescimento da Petrobras no médio e longo prazo, diante da necessidade de equilibrar expansão da produção e manutenção de uma base robusta de reservas provadas.









